1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Situação continua indefinida na fronteira com a Bolívia

ITAAN ARRUDA - Agência Estado

26 Abril 2012 | 20h 30

O exército boliviano entrou em território brasileiro em missão militar para retirada das famílias de seringueiros do Acre. Não se sabe ao certo quantos soldados cumprem a missão. Houve momentos de tensão entre soldados e trabalhadores extrativistas.

Não há registro de mortes, mas parte da produção dos seringueiros da extração de castanha e parte do gado está sendo confiscada pelos militares. O Incra calcula que haja 500 famílias de brasileiros nessa região.

Há relatos de que militares bolivianos chegaram a abastecer os veículos em postos de combustível de Capixaba, cidade acreana na fronteira com a Bolívia. Soldados brasileiros já se instalaram em regiões estratégicas para evitar nova entrada de militares da Bolívia.

Uma reunião entre representantes do Governo do Acre, Exército Brasileiro e embaixada brasileira em La Paz foi realizada nesta quinta à tarde em Capixaba.

Eduardo Paes Saboya, ministro da Embaixada do Brasil em La Paz comprometeu-se a relatar a situação para o Itamaraty e para as autoridades da Bolívia. Não se sabe ao certo o que motivou a mudança de postura do exército boliviano. A mesma operação tem sido realizada m outras áreas de fronteira com o Acre sem nenhum tipo de tensão.

Na região do rio Chapamano e do rio Xiramano, o extrativista Fernando Rodrigues Calado e a esposa Delzineide de Assis da Silva viveram momentos de tensão. A casa de farinha onde beneficiavam a mandioca foi queimada pelos soldados bolivianos.

"Sabemos que estamos em terras alheias, mas há uma forma decente de tirar as famílias daqui", indignou-se Francisco Calado, irmão de Fernando. Junto com mais 10 famílias, os irmão armazenaram parte da extração de castanha para vender.

São cerca de 18 toneladas do produto. "Eles vão pegar tudo", reclama Fernando Calado. As cem cabeças de gado da família também podem ser confiscada. Os irmãos vão tentar retirar o gado nesta sexta e sábado. "Eles nos deram um prazo de quinze dias e se não saísse, tirariam à bala".

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo