NILTON FUKUDA/ESTADAO
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Sindicato dos jornalistas liga agressões à linha editorial de empresas

Entidade repudiou, em nota, violência contra profissionais da imprensa; ao menos seis repórteres foram agredidos ou ameaçados em São Bernardo do Campo, durante a cobertura da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O Estado de S.Paulo

09 Abril 2018 | 00h12

Em nota divulgada neste sábado, 7, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo repudiou as agressões a jornalistas na cobertura da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado na Lava Jato. A entidade diz ter procurado o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, e ter tido como resposta “a garantia de respeito ao trabalho dos profissionais” em exercício.

Ainda na nota, a entidade afirma que “essa situação lamentável” seria resultado também “da política das grandes empresas de comunicação, que apoiam o golpe, e que adotam uma linha editorial de hostilidade contra as organizações populares”. 

“Para impedir que casos de agressão e tentativas de censura se repitam é preciso que se retome a democracia, o que só será possível com Lula livre e com a garantia de o povo brasileiro poder votar legitimamente nas eleições”, diz a entidade, ligada à CUT. 

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Só no sábado, ao menos seis repórteres foram agredidos ou ameaçados em frente ao sindicato, de acordo com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). E no dia anterior, outros três casos de agressão e hostilidade contra a imprensa foram registrados pela associação no local.

O presidente da Abraji, Daniel Bramatti, considerou “inadmissíveis” os atos de violência contra os jornalistas, “independentemente de origem ou veículo”. “Nos últimos dias, acompanhamos com preocupação e inconformidade os relatos de agressões e intimidações”, afirmou ele.

Da mesma forma, ele diz cobrar “publicamente a apuração do atentado contra a caravana de Lula, no qual tiros atingiram um ônibus que transportava jornalistas”. Segundo Bramatti, atos de intolerância “não são condizentes com o fortalecimento da democracia”.

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