Servidores do Ibama fecham parque do Iguaçu por duas horas

Objetivo é protestar contra a MP que divide o órgão e cria o Instituto Chico Mendes

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h53

Servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) impediram a entrada de turistas, entre as 14 e 16 horas desta terça-feira, 19, no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, que tem como principal atração as Cataratas do Iguaçu. O objetivo foi protestar contra a medida provisória que cria o Instituto Chico Mendes, a partir de uma divisão do Ibama. Os servidores aproveitaram a realização, na cidade, do 5º. Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, que reúne cerca de 200 chefes das unidades, para a manifestação. Aproximadamente cem servidores colocaram correntes e cadeados nos portões de entrada e fizeram um cordão humano nas catracas não deixando ninguém entrar no parque. "Como cidadãos não poderíamos ficar calado", disse o presidente da Associação Nacional dos Servidores do Ibama, Jonas Corrêa. "Estamos cumprindo nosso papel, dizendo que vai gerar o caos." Segundo a associação, se o Senado aprovar a MP e ocorrer um incêndio no parque, o Ibama, que ficará com as brigadas de incêndio, ficaria impedido de entrar, porque a gestão seria do Instituto Chico Mendes. "Eles dizem que haverá cooperação técnica, mas, então, por que dividir?" questionou Corrêa. "Só vai aumentar a burocracia." Os servidores estavam programando para a noite desta terça um debate com os participantes do congresso sobre a proposta de divisão. "A decisão foi tomada em gabinete por três ou quatro pessoas, que resolveram o que é melhor", criticou Corrêa. "Mas quem vai executar acha que é um absurdo, uma irresponsabilidade."

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