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Servidor é exonerado para acomodar aliado do Planalto contra impeachment

- Atualizado: 28 Março 2016 | 14h 06

Os cargos no segundo escalão do governo vão servir como moeda de troca para garantir o apoio de deputados na votação que pode levar ao afastamento da presidente

Renan Calheiros preside sessão do Congresso Nacional
Renan Calheiros preside sessão do Congresso Nacional

Brasília - O Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 28, traz um exemplo de como o Palácio do Planalto vai começar a atuar "no varejo" para barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara.

Os cargos no segundo escalão do governo vão servir como moeda de troca para garantir o apoio de deputados na votação que pode levar ao afastamento da presidente.

Nesta segunda, o atual diretor de Obtenção de Terras do Incra, Marcelo Afonso Silva, foi exonerado do cargo para dar lugar a Luiz Antônio Possas de Carvalho, aliado do deputado do PMDB Carlos Bezerra (MT).

Afonso Silva havia chegado à diretoria do Incra em 2011, como indicado da senadora Gleisi Hoffmann, que acabava de assumir a chefia da Casa Civil. Na época, a vaga era reivindicada pela bancada do PMDB do Senado e foi usada como exemplo de como os dois partidos estavam disputando espaços no governo.

Bezerra é um dos deputados do PMDB que tem se manifestado contra o impeachment de Dilma. Advogado por formação, ele argumenta não ver sustentação jurídica para o afastamento da presidente.

Na semana passada, um aliado do vice-presidente Michel Temer foi exonerado da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para dar espaço a um nome do PTN, que daria dez votos a favor de Dilma no processo do impeachment.

Se o desembarque do PMDB do governo se concretizar nesta terça-feira, a ideia é distribuir os cargos que estavam com o partido às demais legendas da base aliada.

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