Senadores querem adiar votação de caso Renan

Representantes do PSDB, DEM e PT defendem aprofundamento das investigações

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h55

A reunião no Conselho de Ética para decidir o futuro do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pode levar ao adiamento da votação do relatório que pede o arquivamento do caso. Renan foi denunciado por quebra do decoro parlamentar em virtude de supostamente ter recebido ajuda financeira do lobista da construtora Mendes Júnior Cláudio Gontijo. Na sessão, os líderes do PSDB, Arthur Virgílio, e do DEM (ex-PFL), José Agripino (RN), além do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) manifestaram-se favoráveis ao adiamento da votação do relatório para que as investigações sobre o caso sejam aprofundadas. Segundo eles, como a perícia da Polícia Federal sobre os documentos apresentados por Renan não foi conclusiva, votar o relatório nesta quarta-feira, 20, seria condenar ou absolver Renan por antecipação. Renan tentou até o último instante convencer os senadores do arquivamento e intensificou o corpo a corpo com os indecisos antes da sessão do conselho. Os principais alvos de Renan foram os senadores do DEM, já que a bancada não havia fechado questão contra ele. O senador Augusto Botelho (PT-RR) também foi assediado por Renan e os dois conversaram reservadamente no plenário. Na última terça-feira, Sibá Machado indicou o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) como relator do caso em substituição ao senador Epitácio Cafeteira (PMDB-MA), licenciado do cargo por motivo de saúde.

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