Senador recolhe assinaturas para novo pedido de CPI

Na quinta, faltaram duas assinaturas para aprovar investigação da ´máfia das obras´

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 09h39

O líder do P-SOL, senador José Nery vai começar nesta sexta-feira, 15,a recolher assinaturas para a instalação no Senado da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Navalha, destinada a investigar fraude em licitações e corrupção em obras públicas executadas pela empreiteira Gautama. Esta semana, o requerimento de uma comissão mista - envolvendo Senado e Câmara - sobre o mesmo assunto foi protocolado na Mesa do Senado, mas após manobra do governo, o pedido quase foi arquivado por não contar com assinaturas suficientes. O pedido protocolado tinha inicialmente 172 assinaturas, um número a mais do que o suficiente de deputados. Posteriormente, o requerimento se tornou inválido porque um deputado retirou a sua assinatura e outra assinatura não confere. No Senado, foram coletadas 30 assinaturas. Por decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a Mesa do Senado vai aguardar até a próxima terça-feira para ver se surge alguma nova assinatura a favor da CPI. O nome de Renan apareceu em algumas das escutas telefônicas feitas pela PF. Como é parte envolvida, não quis determinar o arquivamento imediato da CPI, para evitar críticas à sua atuação. Como reconheceu o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), "a CPI da Navalha nasceu natimorta". O governo jogou duro e impediu que seus deputados assinassem o requerimento para as investigações. Os alertas contra a CPI foram dados principalmente pelo PT. O líder do partido na Câmara, Luiz Sérgio (RJ), chegou a alertar que se fossem abertas investigações, o governo teria muitas dificuldades para aprovar os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), visto que envolve licitações e obras. E o líder do governo, José Múcio Monteiro (PTB-PE), conversou com cada um dos parlamentares da base para convencê-los a não apoiar as investigações. Operação Navalha Há cerca de um mês, a Operação Navalha prendeu 48 acusados de integrar uma quadrilha responsável pelo desvio de dinheiro público por meio de superfaturamento e outras irregularidades em obras da construtora Gautama. A lista de suspeitos envolve políticos de diversos partidos. (Com Agência Brasil)

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