Senador diz que vai convocar Erenice Guerra na CPI do Carf

Para Randolfe Rodrigues (Rede-AP), comissão ganha nova dimensão após 'Estado' mostrar que MP editada na gestão Lula foi 'comprada' por meio de lobby e corrupção

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2015 | 12h27

Brasília - O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse nesta quinta-feira (1º) que a CPI do Carf no Senado toma uma nova dimensão a partir das denúncias veiculadas na edição de hoje do Estado sobre a  participação de parlamentares na edição de uma Medida Provisória editada em 2009 pelo governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com as denúncias, a MP teria sido "comprada" por meio de lobby e de corrupção para favorecer montadoras de veículos.

"Ao Parlamento não pode pairar denúncias de irregularidades como estas que estão sendo veiculadas hoje na imprensa", disse. Randolfe disse que vai requerer a convocação da advogada Erenice Guerra, que foi secretária executiva da então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na época em que a MP foi discutida.

Um dos investigados por irregularidades no Carf, o lobista Alexandre Paes dos Santos, que é ligado a Erenice, compareceu hoje à CPI, mas, amparado por um habeas corpus, disse que iria exercer o direito de permanecer calado. Ele manteve essa posição também quando o presidente da CPI, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), sugeriu que a sessão fosse secreta, sem a presença de jornalistas.

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