Senador acusa Mônica de chantagear Renan; advogado nega

Segundo senador Almeida Lima, chantagem chegou a R$ 20 milhões e teria sido feita pelo pai de Pedro Calmon; para advogado, acusações não passam de ´fraude´

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h52

Em defesa explícita do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Almeida Lima (PMDB-SE) partiu para o ataque de Pedro Calmon Filho, advogado da jornalista Mônica Veloso, com quem Renan tem uma filha, no Conselho de Ética. Segundo Lima, a jornalista teria chantageado o presidente do Senado por meio do pai do advogado, Pedro Calmon, com o pedido de R$ 20 milhões para que o caso não chegasse ao Conselho de Ética. Ainda segundo Lima, havia um dossiê pronto para intimidar o senador. Ainda segundo Lima, a oferta teria sido feita em visita do pai de Calmon Filho à casa do senador Epitácio Cafeteira às vésperas da revista Veja ir para as bancas com denúncia contra Renan. O advogado de Mônica nega a chantagem, mas confirma a visita de seu pai à casa de Cafeteria. Segundo ele, foi um almoço que contou com a presença do senador José Sarney, entre outros políticos. Outra acusação feita por Lima era de que a pensão da filha do senador paga a Mônica era de R$ 3 mil mensais, sendo que R$ 9 mil eram pagos "por fora". O advogado confirmou a informação e contou que o acordo extrajudicial aconteceu porque Renan não teria renda suficiente para comprovar a capacidade de pagar R$ 12 mil mensais. Segundo Pedro Calmon, os documentos apresentados por Lima são apócrifos e voltou a dizer que sua cliente "jamais formulou qualquer tipo de proposta ilegal ao senador". Ainda na tentativa de provar relação de amizade de Mônica Veloso com o lobista da Mendes Júnior, Cláudio Gontijo, Lima mostrou ao Conselho de Ética suposta troca de e-mails dos dois e um cartão agradecendo flores que teria sido escrito pela jornalista. Pedro Calmon Filho rebateu as acusações: "Isso é uma fraude!". E citou um processo movido por Mônica Veloso no qual Renan aparece como réu. "Não citei para manter a dignidade do senador, que negou o nome à própria filha e achincalhou minha cliente".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.