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Política

OEA

Secretário-geral da OEA defende garantia do mandato de Dilma e continuação da Lava Jato

Declaração de Luis Almagro foi compartilhada por dirigentes petistas nas redes sociais; o mandato da presidente deve ser 'garantido por todos os poderes do governo e todas as instituições do País'

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Ricardo Galhardo,
O Estado de S.Paulo

21 Março 2016 | 21h05

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, divulgou uma declaração na qual diz ser favorável à garantia do mandato da presidente Dilma Rousseff, à continuidade da Operação Lava Jato e afirma que “nenhum magistrado está acima da lei”.

A declaração foi publicada sexta-feira, 18, no site da OEA e divulgada nesta segunda-feira por dirigentes petistas em suas redes sociais.

Almagro diz que no Brasil a principal responsabilidade "política e jurídica é a estabilidade das instituições", faz elogios à honestidade de Dilma e afirma que “seu mandato constitucional deve ser garantido, de acordo com a Constituição e as leis, por todos os poderes do governo e todas as instituições do País, e qualquer deterioração da sua autoridade deve ser evitada, de onde quer que venha”.

O secretário-geral da OEA destaca ser “imperativo continuar a chamada Operação Lava Jato”, insiste que “ninguém – repito ninguém– está acima da lei” mas, sem citar nominalmente os magistrados que conduzem a operação, demonstra preocupação. “Por outro lado, nenhum magistrado está acima da lei, que deve aplicar, e da Constituição, que dá garantias ao seu trabalho. A democracia não pode ser vítima do oportunismo, mas deve ser sustentada pelo poder das ideias e da ética”, finalizou.

Dirigentes petistas, entre eles o ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, Jaques Wagner, e o presidente do partido, Rui Falcão, replicaram nas redes sociais a declaração de Almagro, que ocupa a secretária-geral da OEA desde 2015 e foi chanceler no governo do ex-presidente do Uruguai José Mujica.

 

 

 

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