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Secretário da Casa Civil cobra apuração interna do PSDB

- Atualizado: 01 Fevereiro 2016 | 03h 00

Edson Aparecido afirma que o partido ‘precisa se posicionar’; segundo ele, a indicação de seu ex-chefe de gabinete foi da legenda

O secretário-chefe da Casa Civil Edson Aparecido, do governo Geraldo Alckmin, cobrou que o PSDB faça uma apuração interna sobre seu ex-chefe de gabinete Luiz Roberto Santos, o Moita, apontado nas investigações da Operação Alba Branca como beneficiário de propina no esquema de superfaturamento na venda de produtos agrícolas para merenda de escolas de prefeituras e do Estado.

“O PSDB precisa se posicionar. Da nossa parte, o que tinha que ser feito nós fizemos e o caso está na Corregedoria”, disse Aparecido ao Estado. 

Após ter seu nome envolvido em polêmicas, Aparecido pediu exoneração e deixou, no último dia 25 de março, o cargo de chefe da Casa Civil do governo Alckmin. Oficialmente, ele alega que vai disputar o cargo de vereados de São Paulo nas eleições deste ano. Leia mais

Após ter seu nome envolvido em polêmicas, Aparecido pediu exoneração e deixou, no último dia 25 de março, o cargo de chefe da Casa Civil do governo Alckmin. Oficialmente, ele alega que vai disputar o cargo de vereados de São Paulo nas eleições deste ano. Leia mais

Quase duas semanas depois da deflagração da operação, a legenda do governador Alckmin ainda não abriu ou sinalizou que abrirá procedimento interno em sua comissão de Ética para avaliar o caso. 

Nas gravações interceptadas pela Polícia Civil, o ex-assessor, que é um militante histórico do PSDB, tenta reiteradas vezes demonstrar que tem trânsito livre no Palácio dos Bandeirantes. “O envolvimento dele foi uma surpresa completa. O ‘Moita’ tinha um papel burocrático na secretaria. Ele era responsável pelo trânsito do papel e não tinha interlocução nenhuma com o governador e os secretários. Ele nunca nem entrou no gabinete do governador”, afirma Edson Aparecido. Segundo ele, a indicação de Santos para o cargo foi “do partido”. 

Passado. A história de Santos no PSDB começou nos primórdios do partido, em 1988, quando a sigla foi fundada e ele ingressou na juventude tucana na Baixada Santista, onde era correligionário do ex-governador Mário Covas (1995/2001). Nascido em Mongaguá, ele tornou-se rapidamente um importante quadro do partido na região. 

Apontado como “bonachão” e “engraçado” pelos colegas tucanos, ele viveu seu apogeu político na gestão anterior de Alckmin, quando foi chefe de gabinete do secretário de Transportes, Jurandir Fernandes. Depois de flagrado nas escutas da Operação Alba Branca, Santos foi exonerado da Casa Civil e voltou para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), onde é funcionário de carreira há 16 anos.

Santos não respondeu aos contatos. A reportagem não conseguiu localizar o presidente estadual do PSDB, deputado Pedro Tobias. Questionado sobre o caso de Santos, o vereador Mário Covas Neto, presidente do PSDB municipal, afirmou que o mais prudente é esperar o fim da investigação pelos órgãos competentes para que o partido depois se posicione. 

“Está se avançando um pouquinho o sinal, a condenação ainda não aconteceu. Uma acusação não faz uma pessoa ser condenada. Conheço o ‘Moita’ e tenho dele as melhores impressões do mundo”, disse.

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