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Se Datena desistir, PP não terá candidato em SP, afirma presidente estadual do partido

Apresentador anunciou nesta segunda-feira que não disputará mais a prefeitura da capital e se desfiliará da legenda ; segundo Guilherme Mussi, sigla avaliará nome para uma possível aliança

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Valmar Hupsel Filho,
O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2016 | 16h18

Se o apresentador José Luiz Datena confirmar que desistiu de se candidatar à prefeitura de São Paulo, o PP, partido ao qual ele se filiou no ano passado com este objetivo, não terá candidato próprio na capital paulista, afirmou nesta segunda-feira, 18, o presidente estadual do partido, deputado Guilherme Mussi. "Caso Datena resolva mesmo não sair candidato, vamos avaliar o candidato (para aliança) que melhor se encaixa com o que estamos buscando para o novo PP no Estado de São Paulo", afirmou o deputado, que está no exterior e ainda não conversou com o jornalista.

Nesta segunda-feira, Datena afirmou em seu programa diário na rádio Bradesco Esportes FM, que pertence ao Grupo Bandeirantes, que vai se desfiliar do partido e desistir da candidatura. "Não posso permanecer em um partido que tomou mais de R$ 300 milhões da Petrobrás", disse. Ele fez referência à reportagem publicada ontem pelo Estado mostrando que, segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o partido desviou R$ 357,9 milhões dos cofres da estatal petrolífera.

"Saio do partido e não entro mais em partido nenhum. Não quero mais saber de política, pelo menos até que eu ache legal, necessário e factível voltar. Prefiro ficar de fora porque a coisa está muito pior do que eu pensava, vou ficar fora desse lamaçal, não é pra mim", disse mais cedo ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. "Não quero dizer que sou a freira que entrou na boate, mas sou mais freira que imaginava".

Outro motivo citado por Datena foi a manifestação do deputado Paulo Maluf de que tem interesse em disputar prévias para definir o nome do partido na eleição paulistana. "Jamais disputaria uma prévia eleitoral com (Paulo) Maluf. Preferia uma disputa com o Marcola (Marcos Herbas Camacho, principal líder do PCC)."

Guilherme Mussi reagiu com ironia à informação sobre a possibilidade de prévias no PP em São Paulo. "Quanta imaginação, hein?", afirmou. "Paulo (Maluf) tem direito de querer disputar a prefeitura de São Paulo, só que vale lembrar que hoje existe um outro comando, tanto no diretório municipal quanto no estadual", disse ele, ressaltando o posicionamento de que o partido apoiará outro candidato numa eventual desistência de Datena.

"Datena é um amigo e sempre deixamos claro para ele que a decisão de sair candidato, e de permanecer no partido ou não, sempre seria dele. Tenho certeza que ele sempre se sentiu à vontade para saber disso. Houve sempre muita franqueza e diálogo entre nós", afirmou.

Sobre a afirmação de Datena, de que não ficaria no partido que recebeu R$ 300 milhões em propinas da Petrobrás, Mussi lembrou que, no ano passado, quando o apresentador se filiou ao PP, essas denúncias já existiam. "Infelizmente existem denúncias envolvendo membros de praticamente todos os partidos políticos no Brasil. Seja na Lava Jato, seja em outras operações".

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