1. Usuário
Assine o Estadão
assine
Mensalao

Representantes da PGR chegam à Itália para tratar sobre Pizzolato

Wilson Tosta, enviado especial, e Mariangela Gallucci - O Estado de S. Paulo

14 Fevereiro 2014 | 14h 33

Chefe do gabinete de Rodrigo Janot e chefe da área de Cooperação Internacional da Procuradoria trocarão informações com autoridades italianas para ajudar no pedido de extradição

Brasília e Modena (Itália) - Para tentar convencer as autoridades italianas a entregar ao Brasil o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, o Ministério Público Federal enviou nesta semana àquele país dois procuradores da República. O chefe da área de cooperação internacional da Procuradoria, Vladimir Aras, e o chefe de gabinete do procurador-geral, Eduardo Pelella, chegaram ontem a Roma. Nesta sexta-feira, 14, eles já se reuniram com autoridades policiais.

Na segunda-feira, os dois procuradores vão a Bolonha, onde fica a Corte de Apelação em que tramita o processo relativo à prisão de Pizzolato, e na terça estarão em Modena, onde Pizzolato está na prisão de Sant'Anna. A volta dos procuradores ao Brasil está prevista para terça-feira.

As informações colhidas pelos procuradores poderão ser usadas no pedido de extradição que está sendo preparado pela Procuradoria-Geral da República e que deverá ser encaminhado em breve ao Ministério da Justiça. Depois disso, o documento seguirá para o Itamaraty, que providenciará a comunicação às autoridades italianas.

Não é certo que o governo italiano entregará Pizzolato às autoridades brasileiras. Condenado por envolvimento com o esquema do mensalão, o ex-diretor do BB tem dupla cidadania - brasileira e italiana. A legislação em vigor estabelece que o governo italiano não será obrigado a entregar nacionais.

Pizzolato, em setembro de 2013, passou por terra do Brasil para a Argentina e, em Buenos Aires, pegou uma avião para a Espanha, de onde foi para território italiano. Condenado a 12 anos e sete meses de prisão por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, o ex-dirigente do BB achava que, por também ser italiano, estaria seguro no país estrangeiro.

Ao ser preso, Pizzolato estava com documentos em nome de Celso Pizzolato, um irmão dele que morreu em 1978, o que complicou a sua situação. Agora, além dos crimes cometidos no Brasil, pelos quais foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), terá de responder na Itália por delitos de falsidade ideológica, substituição de pessoa e falso testemunho, cujas penas máximas podem somar nove anos.

Mensalao

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo