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Renan tem responsabilidade de ler requerimento da CPI hoje, diz Aécio

Carla Araújo - Agência Estado

01 Abril 2014 | 11h 52

Pré-candidato à Presidência pelo PSDB afirmou ainda que governo 'zomba da sociedade' ao tentar incluir outros assuntos na comissão que deve investigar a Petrobrás

São Paulo - O presidente do PSDB e pré-candidato do partido à Presidência da República, senador Aécio Neves, afirmou nesta terça-feira, 1º de abril, que acredita na "responsabilidade" do presidente do Senado, Renan Calheiros, para que o requerimento de abertura da CPI, que vai investigar a compra da refinaria Pasadena, seja lido ainda nesta terça-. "O senador Renan tem a responsabilidade, não é uma manifestação da sua vontade, é a responsabilidade de ler hoje ainda o requerimento e solicitar que no prazo de cinco dias os partidos indiquem seus representantes (para a CPI)", disse, após participar de evento em São Paulo.

Segundo Aécio, é preciso "acima das posições de oposição ou situação" que seja cumprida a Constituição e o regimento da Casa. "Vamos fazer que se cumpra o regimento do Congresso e do Senado (sobre abertura da CPI)", garantiu. "As assinaturas foram obtidas, existe um fato determinado para justificar a criação da CPI no Senado, nós seremos os avalistas disso, todos os membros da CPI", afirmou.

O senador afirmou que não está pré-julgando ninguém. "O que nós queremos é que as investigações ocorram, para que as denúncias possam ser comprovadas ou não". Aécio disse que as mobilizações da base aliada estimulam que se apure os fatos com rigor. "A ansiedade de setores do PT estimula que a investigação ocorra o mais rapidamente possível."

Aécio voltou a dizer que não vai se intimidar com tentativas da base do governo de incluir as denúncias do caso Alstom, cartel de trens em São Paulo, Cemig e Porto de Suape no escopo da CPI da Petrobrás. "Eu respeito posições de governistas que querem fazer investigações sobre outras áreas, que façam, elas são bem-vindas", disse. "Agora, querer criar dentro da CPI já protocolada subterfúgio para que as investigações não ocorram é zombar da sociedade brasileira", reforçou.

O senador chamou de "manobras" essas tentativas dos aliados. "Me parece que não querem apurar aquilo que hoje assusta, avilta e indigna a sociedade brasileira", disse. Nós precisamos saber se houve, efetivamente, nessas decisões que lesaram a companhia, lesaram os investidores e lesaram a população brasileira, se houve dolo, se houve má intenção, esse é o papel da CPI", afirmou.

O senador, que está na capital paulista afirmou que pretende, assim que chegar a Brasília, se reunir com lideranças da oposição para trabalhar "para que se cumpra o regimento do Congresso Nacional, do Senado e a Constituição", repetiu.

Equipe. Em viagem por São Paulo, Aécio negou que já tenha definido nomes da equipe para um eventual futuro governo. Na segunda ele jantou com empresários na capital paulista e passou boa parte da noite ao lado do ex-presidente do Banco Central, Arminio Fraga.

No evento, o senador teria deixado a entender que o economista poderia ocupar um cargo no Ministério da Fazendo em um eventual governo. "Nunca disse isso. O que eu disse foi que Arminio, ao lado de figuras como José Roberto Mendonça de Barros, Mansueto (Almeida) e Samuel Pessoa, são economistas que estão nos ajudando com a construção de uma agenda para o Brasil", afirmou.