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Renan muda tática e decide pedir nomes também para a CPI mista

Débora Álvares - O estado de S. Paulo

30 Abril 2014 | 23h 17

Recuo ocorre após oposição e deputados cobrarem participação na apuração e ameaçarem presidente do Senado

Brasília - Diante das pressões de deputados da oposição e de parte da base aliada - incluindo o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) -, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recuou e vai determinar a indicação dos nomes para compor a CPI Mista da Petrobrás na próxima terça-feira, 6. O peemedebista comandava a estratégia do Planalto de adiar ao máximo o início das investigações, afim de evitar mais desgaste à presidente Dilma Rousseff.

As ameaças de levá-lo ao Conselho de Ética e à Procuradoria-Geral da República o fizeram reconsiderar.

A mudança de posição ocorreu na noite de terça passada, 29, após ter a estratégia rechaçada pela oposição. Deputados ameaçaram abrir processos contra Renan pelo que entendem como descumprimento de decisão judicial no Conselho de Ética da Casa e na Procuradoria-Geral da República.

Os parlamentares lembraram que o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, é afilhado de Renan e poderia virar alvo em alguma comissão da Câmara, além de poderem buscar uma nova liminar do Supremo Tribunal Federal, dessa vez tendo como objeto a CPI mista.

Nesta quarta, Renan tornou pública a decisão. "Na terça, vamos reunir os líderes para pedir que indiquem os nomes (da CPI mista)."

Atraso. Apesar dessa determinação, o PT deve adiar a medida o máximo possível. "Temos condições de fazer a investigação equilibrada no Senado. Na terça, se forem recebidas as indicações para a CPI mista, provavelmente vamos apresentar o pedido da CPI do Metrô (de São Paulo)", ameaçou o líder do PT, senador Humberto Costa (PE).

Como os Regimentos Comum e do Senado não são claros sobre os prazos de indicação, deve valer a regra estabelecida pela Câmara, que dá aos líderes cinco sessões plenárias para as indicações. Se isso não ocorrer, as nomeações ficam a cargo do presidente do Congresso. "E eu vou fazer isso", disse Renan.

A CPI deve ser discutida no Encontro Nacional do PT, que começa nesta sexta em São Paulo. Parte dos petistas prefere fazer as indicações o mais breve possível e tentar ditar os rumos da investigação. Para outra ala, mais próxima ao Planalto, uma comissão com deputados e senadores pode fugir do controle e desgastar mais a imagem de Dilma.

Em paralelo à CPI mista, Renan avisou que quer instalar a comissão exclusiva do Senado na próxima semana. Dos 13 integrantes, 10 são aliados do Planalto, um cenário menos ameaçador ao governo.

Serão quatro do bloco de apoio ao governo, liderado pelo PT, que terá Humberto Costa, José Pimentel (PT-CE), Aníbal Diniz (PT-AC) e Acir Gurgacz (PDT-RO). O bloco União e Força, encabeçado por Gim Argello (PTB-DF), indicará Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), suplente da ministra da Cultura, Marta Suplicy. Até a edição ser concluída, o líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), não havia escolhido nomes para a CPI.

A oposição já escalou os tucanos Álvaro Dias (PR) e Mário Couto (PA). Para a última vaga, o líder do DEM, José Agripino (RN), disse que vai esperar a instalação da CPI mista.

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