Renan chama advogado de Mônica Veloso de ´Pinóquio´

Senador nega-se a comentar negociação de R$ 9 mil ´por fora´ de acordo de pensão

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h52

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recusou-se nesta segunda-feira a comentar a informação de que, na negociação da pensão alimentícia de sua filha com a jornalista Mônica Veloso, ofereceu R$9 mil "por fora", além dos R$ 3 mil acertados com a Justiça. Renan desconversou, ao ser questionado sobre esse assunto ao sair do Senado. Ignorando o teor da pergunta, pôs-se a assegurar que tem concordado com todas as iniciativas do Conselho de Ética. Em tom provocativo, ele chamou o advogado Pedro Calmon, contratado pela jornalista, de "Pinóquio". "Quando disseram que era importante trazer algumas pessoas, concordei que trouxessem o Pinóquio , o Cláudio (Gontijo), que se fizesse a perícia", alegou. Defendeu, em seguida, que "o importante é que a verdade seja conhecida". Sobre os depoimentos desta segunda-feira no Conselho de Ética, afirmou que nenhum deles - Pedro Calmon ou Cláudio Gontijo - acrescentou novidades ao processo. "Eu tenho preocupação é com a verdade, o processo não precisa ter pressa", afirmou, após lembrar que nunca negou apoio à sua filha. Gontijo Ao depor no Conselho de Ética, Gontijo manteve a mesma versão que deu à Corregedoria do Senado, sobre o dinheiro que repassava à Mônica Veloso. Segundo ele, Renan lhe entregava R$ 12 mil - sendo R$ 8 de pensão alimentícia e R$ para pagar a segurança de Mônica - recomendando que ela recebesse o dinheiro antes do dia 5 de cada mês. E mbora tenha sido taxativo na maior parte das respostas, ele titubeou, ao ser questionado pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO) sobre a informação de entregava o dinheiro dentro de envelopes com o timbre da empreiteira Mendes Júnior. "Isso eu não posso afirmar", respondeu. O lobista disse que era amigo da mulher de Renan, Verônica Calheiros, que mais de uma vez teria lhe dado apoio quando estava se separando da sua mulher. "Ela me deu muito apoio", contou. "É uma pessoa amiga e companheira". Gontijo se queixou de ser chamado de "lobista". Segundo ele, apesar do "desconforto" em ter seu nome citado no episódio, em nenhum momento lhe faltou o apoio da Mendes Júnior. Como prova, contou que o presidente da empreiteira, Murilo Mendes, chegou a visitá-lo em casa quando se recuperava de uma cirurgia.

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