Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Renan agradece 'renovação da confiança dos senadores'

Reeleito por uma diferença de apenas 18 votos, peemedebista vai presidir o senado até 2016

NIVALDO SOUZA, ANNE WATH E RICARDO BRITO, O Estado de S. Paulo

01 Fevereiro 2015 | 18h49

Brasília - Reeleito para seguir à frente da Presidência do Senado por mais dois anos, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) agradeceu "a renovação da confiança" recebida em votação secreta na disputa contra o Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC).

A vitória apertada foi conseguida por uma diferença de apenas 18 votos. "A disputa agora já é passado e todos os senadores e senadoras ansiamos pelo futuro. Serei o presidente de todos os senadores. Como já demonstrado (na gestão passada), desejo demonstrar meu compromisso com a autonomia do Senado Federal", disse.

Em seu discurso de candidatura, Silveira havia criticado Renan por de se "vergado" ao Palácio do Planalto para obter vantagens políticas, como a indicação de ministros e executivos de estatais. Por isso, afirmou, colocou o tema na sua fala de agradecimento.

Renan também foi criticado pela forma como conduz o Senado, apontada por Silveira como pouco democrática. "Aqui buscamos o consenso até o limite, sem que ele implique na negação de liderança", rebateu Renan, após reeleito. "O entendimento nunca será a supressão da vontade de quem pode menos pela força de quem pode mais. Aqui todos podem mais por sermos todos iguais", disse.

Apesar do tom áspero das respostas, Renan elogiou Silveira "pela correção e espírito publico verificado ao longo da sua trajetória".

Equilíbrio. Renan disse ainda que renova o poder no comando do Congresso Nacional com "vontade de acertar para corresponder ao crédito" que os senadores e senadoras concederam a ele.

O presidente reeleito do Senado recordou que o PMDB "garante a estabilidade" política do governo da presidente Dilma Rousseff e que "trabalhará (também) pela estabilidade econômica". Segundo ele, o PMDB "atua pelo equilíbrio de poder e repele qualquer pender hegemônico".

Ele criticou o "obscurantismo infame nas redes de computadores" ao defender o Estado democrático e defendeu a reforma política como forma de combater os "extremistas que têm desprezo pela democracia".

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