Andre Dusek/Estadão
Andre Dusek/Estadão

Relação com PMDB ainda não foi resolvida por 'falta de oportunidade', diz Rodrigo Maia

Presidente da Câmara diz que também se manterá 'neutro' na tramitação da segunda denúncia da PGR contra Michel Temer

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2017 | 15h02

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse nesta sexta-feira que a relação com PMDB ainda não foi resolvida "por falta de oportunidade", mas que mantém suas posições quanto à neutralidade que manterá na tramitação da segunda denúncia da PGR contra o presidente Michel Temer na Casa.

Em agenda no Rio de Janeiro, Maia alertou para o risco de "um incêndio fiscal no longo prazo" se o Brasil não discutir prioridades para o uso do Orçamento. Ele participou de uma reunião com reitores de todas as universidades públicas do Rio de Janeiro e de centro de pesquisa, que reivindicam mais recursos para continuar funcionando.

"Quando a gente vê o aumento dos gastos primários do governo, dos gastos obrigatórios, que não vai parar de crescer. Os gastos da Previdência desse ano para o próximo ano crescem R$ 50 bilhões", disse a jornalistas depois da reunião.

Ele disse que apesar disso será possível atender ao pedido das universidades, já que o salvamento refere-se a cifras em torno de R$ 2 a R$ 3 bilhões. Mas que é preciso pensar no longo prazo.

O democrata comentou também a decisão do STF de ordenar o recolhimento domiciliar noturno para o senador Aécio Neves, dizendo que há um "vácuo na decisão" da suprema Corte.

"Cabe agora ao Senado tomar uma decisão, se o Supremo em plenário avançar pode ser até melhor. Mas essa decisão para mim tem um vácuo legal, mas no diálogo vai resolver. É um vácuo porque é uma prisão [domiciliar], há condições do Supremo tomar essa decisão".

Ele elogiou ainda a indicação do relator Bonifácio Andrade e Silva na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para a denúncia do presidente Michel Temer, destacando que ele é um dos juristas mais qualificados do País.

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