Reforma será votada na próxima semana, diz Chinaglia

Na última quinta, líderes partidários chegaram a um acordo sobre a lista fechada

Agencia Estado

25 Junho 2007 | 15h54

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou nesta sexta-feira, 22, que o parecer do relator do projeto de reforma política, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), vai ser votado na próxima semana em Brasília. "O projeto com o parecer do deputado Caiado vai a pauta na semana que vem e deve ser votado na próxima terça-feira ou quarta-feira", disse Chinaglia, durante visita a cidade de Araraquara, interior de São Paulo. "Todas as votações serão nominais e cabem aos partidos a apresentação de emendas", completou. Na última quinta-feira, líderes do PMDB, PT, DEM (ex-PFL), PSB, PPS e PCdoB chegaram a um acordo que pode permitir a aprovação da chamada "lista flexível" nas eleições para deputados e vereadores, ponto mais polêmico da reforma política em votação na Câmara. Foram apresentadas 346 emendas propondo alterações na proposta inicial. Uma emenda substitutiva assinada por esses líderes, que representam mais de 300 dos 513 deputados, será apresentada ao plenário na próxima semana, na terceira tentativa de votação do projeto, informou o deputado Henrique Santana (PT-RS), vice-líder do governo, que participou das negociações. O projeto relatado por Caiado prevê, entre outras coisas, o financiamento público de campanha, fidelidade partidária e proibição de coligações em eleições proporcionais. Outros temas polêmicos, como listas pré-ordenadas de candidatos ou votos distritais em eleições proporcionais, devem ser votadas à parte em emendas. Chinaglia disse que não há morosidade durante sua gestão na tramitação do processo de reforma política e lembrou que o projeto é discutido há quase uma década na Câmara. Por outro lado, o deputado refutou ainda as críticas e que houve pressa na tramitação do projeto após ele assumir a presidência. "Foi só nós pautarmos o projeto, que muitos órgãos de imprensa pediram cautela. A discussão foi ampla e não há nada de apressado", afirmou Chinaglia. O presidente da Câmara evitou ainda comentar a crise envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Chinaglia afirmou que qualquer cidadão, inclusive Calheiros, merece a presunção da inocência, pediu cautela da imprensa nas investigações e reconheceu as dificuldades do processo no Senado. "O senador Renan tem amizade e um bom trânsito, por isso é naturalmente um processo difícil", concluiu.

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