Reforma política volta a debate na Câmara nesta terça-feira

Chinaglia não descarta mudanaças na proposta, como a lista fechada ´flexível´

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h52

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, realiza nesta terça-feira , 19, às 14h30, reunião com líderes partidários para tentar viabilizar a votação do projeto da reforma política. Ele não descartou mudanças na proposta, como a inclusão da lista fechada "flexível", ou no encaminhamento, como a mudança na ordem da votação. A lista fechada foi o primeiro item acertado pelos líderes para votação da proposta da reforma política, mas acabou adiada por falta de acordo. Na semana passada, os deputados iniciaram apenas a discussão do projeto. Em razão das divergências em torno da lista pré-ordenada definida exclusivamente pelos partidos, os parlamentares começaram a discutir a possibilidade de votar um modelo em que os eleitores escolheriam a ordem dos candidatos a deputado federal, estadual ou vereador, que seriam eleitos dentro de uma lista apresentada pelos partidos. Sobre a inclusão de novos itens no projeto, Chinaglia advertiu que "esse não é o caminho ideal". Há ainda o risco de que o Congresso não consiga concluir a votação da nova lei antes de outubro, prazo necessário para que as regras possam valer já nas eleições municipais de 2008. PSDB e PMDB divididos O PSDB, que tem 57 deputados, decidiu ficar contra a proposta de lista fechada nas eleições legislativas e financiamento público de campanha. A decisão dos tucanos deixa ainda mais indefinido o destino da proposta de voto em lista, que divide opiniões na Câmara independentemente do tamanho ou da posição das bancadas em relação ao governo. O PMDB decidiu votar a favor, mas há dissidências também no maior partido da Câmara. A principal resistência dos tucanos é à proposta de voto em lista fechada para deputados e vereadores. Pela proposta, o voto nas eleições para deputado federal, estadual e vereador seria dado diretamente aos partidos, não mais aos candidatos. As vagas obtidas por cada legenda nas eleições seriam distribuídas de acordo com uma lista (chapa) organizada internamente antes do pleito. Apoio petista o Diretório Nacional do PT decidiu reafirmar o apoio ao voto em lista fechada de candidatos, ao financiamento público de campanha, à fidelidade partidária e ao fim das coligações proporcionais na proposta de reforma política. O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), admitiu, no entanto, que, diante do impasse em torno de criação da lista fechada, a lista flexível pode ser uma alternativa. "De qualquer forma, se houver condições de avançarmos em direção à lista pré-ordenada (fechada), será melhor para o País", afirmou Berzoini. O PT manteve, na prática, o fechamento de questão em torno desses quatro pontos, que considera essenciais na proposta de reforma política. (Com Agência Câmara) (Colaborou Vera Rosa) Texto atualizado às 19 horas

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