Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Reforma ministerial será concluída em dezembro, diz nota do Planalto

Temer não esperava que Bruno Araújo fosse antecipar sua saída do cargo, precipitando assim, as mudanças nas pastas

Tânia Monteiro e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2017 | 21h01

BRASÍLIA - Três horas depois de o ministro das Cidades, Bruno Araújo, ter entregue sua carta de demissão, o Palácio do Planalto distribuiu uma nota oficial confirmando a sua saída e informando que o presidente Michel Temer "dará início agora a uma reforma ministerial que estará concluída até meados de dezembro". Na nota, Temer agradece a Bruno Araújo pelos "bons serviços prestados".

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O presidente não esperava que Araújo fosse antecipar sua saída do cargo, precipitando assim, a reforma ministerial. A nota foi divulgada depois de uma rodada de reuniões do presidente Temer com os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Secretaria Geral, Moreira Franco, e da Secretaria de Governo, Antõnio Imbassahy, além do secretário de Imprensa, Márcio Freitas.

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Araújo era um dos quatro ministros tucanos no governo. Desde a votação da segunda denúncia, partidos do Centrão vinham pressionando Temer por uma reforma ministerial que lhes desse mais espaço no governo e excluísse os tucanos do alto escalão, em troca de aprovar projetos de interesse do governo como a reforma da Previdência. Pelo seu gordo orçamento, o Ministério das Cidades era um dos principais objetivos da base aliada.

O tucano Imbassahy, cujo cargo também é pleiteado por partidos do chamado Centrão, não deu sinais ainda de que poderá deixar o governo.

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