Rede não quer apenas 'um projeto de poder', diz Marina

Faltando um dia para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgar o pedido de criação da Rede Sustentabilidade, a ex-senadora e presidenciável Marina Silva divulgou um vídeo onde reitera sua confiança de que os ministros farão justiça ao reparar os "erros" dos cartórios eleitorais, que invalidaram milhares de assinaturas de apoio ao partido. Em pouco mais de três minutos, Marina fala em "democratização da democracia" e diz que a Rede não quer apenas um "projeto de poder" e sim um "projeto de País".

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

02 Outubro 2013 | 20h17

No vídeo, Marina faz um balanço da atuação da militância, diz que o processo de criação do partido mobilizou 12 mil voluntários, a maior parte deles jovens. "Muitos partidos se institucionalizam para depois ganhar representação social. Nós fizemos exatamente o contrário. Ganhamos representação social no País inteiro e depois buscamos a institucionalização", afirma a ex-senadora.

Marina diz que foram coletadas 910 mil assinaturas e que 220 mil foram descartadas pela própria Rede "para evitar qualquer dúvida quanto a lisura" do processo. Ela volta a contestar a invalidação de 95 mil assinaturas sem justificativa e culpa a falta de estrutura dos cartórios. "A Rede Sustentabilidade encaminhou para o TSE o pedido de validação dessas assinaturas para que a própria justiça repare a falha dos cartórios", disse.

Nas últimas semanas, a ex-senadora vem repetido que não tem um plano alternativo para disputar a sucessão presidencial de 2014 caso a Rede não se viabilize e, apesar de manifestar simpatia pelo PPS, aliados próximos dizem que Marina estaria disposta a esperar as eleições de 2018. A Rede precisa ser oficializada até o fim desta semana para poder disputar as próximas eleições.

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