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Questionado na TV, Aécio diz nunca ter usado cocaína

Elizabeth Lopes - O Estado de S. Paulo

02 Junho 2014 | 23h 34

Pré-candidato do PSDB à Presidência participou do programa Roda Viva nesta segunda-feira, 2

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, afirmou nesta segunda-feira, 2, que, num eventual governo, pretende apresentar a nova estrutura do Estado brasileiro, cortando o número de ministérios. “Anunciarei (se for eleito) duas medidas imediatas, uma secretaria para apresentar uma proposta de simplificação tributária e três pontos da tão adiada reforma política”, disse o senador, que participou do programa Roda Viva, da TV Cultura.

Questionado sobre boatos da internet que o apontam como usuário de drogas, Aécio disse que tem uma família e negou as acusações que vêm, segundo ele, do “submundo da web”. “Não vale a pena perder tempo com o submundo dessas denúncias. Quem me conhece me reelege há 30 anos. Tenho uma vida pública honrada e limpa.”

O pré-candidato tucano ainda disse que existe uma diferença entre ele e o pré-candidato do PSB ao Palácio do Planalto, Eduardo Campos. “Vou dizer uma, nunca participei de um governo do PT”, afirmou o senador mineiro, numa referência ao fato de Campos ter sido ministro da gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Foi a primeira vez que o tucano fez uma ressalva, mesmo que sutil, a Campos. Desde que a corrida presidencial começou, Aécio vem acenando com afagos ao pessebista. Mas Campos tem buscado descolar sua candidatura da do senador.

Aécio afirmou que é preciso que os instrumentos legais fiscalizem os abusos cometidos na internet. Ele disse que estão ocorrendo ataques contra sua candidatura e contra seu partido. E defendeu que esses crimes sejam punidos.

Ele voltou a atacar o PT. “Quero encerrar este ciclo de governo que está fazendo tanto mal ao Brasil. Estamos disputando com grupos que não querem deixar o poder.”

Ao falar do PMDB numa eventual gestão, disse que é preciso buscar um entendimento, com apoios de partidos, mas sem fisiologismo. “Alianças partidárias são necessárias, serão feitas, mas a que custo? Sem o custo que o PT se permite pagar”, disse. “Terei coragem política para estabelecer uma nova relação política com o Congresso.”