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Sebastiao Moreira|EFE

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'Queremos a paz, mas não tememos a guerra', diz Rui Falcão

Na internet, o presidente do PT afirma que vai lutar e que estabilidade virá com o fim das discussões sobre impeachment

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O Estado de S. Paulo

26 Março 2016 | 12h51

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, conclamou neste sábado, 26, em sua página no Facebook, a militância do partido a defender o governo da presidente Dilma Rousseff e disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assumir o cargo de ministro. "As manifestações mostram o seguinte: queremos a paz, mas não tememos a guerra", afirmou.

As declarações de Falcão ocorrem em meio às notícias de que uma possível debandada do PMDB pode acelerar o impeachment na Câmara. Aliados do vice-presidente Michel Temer afirmaram ao Estado que ele se prepara para assumir o governo em maio e, por isso, também intensificou nos últimos dias as articulações no mundo político e empresarial nesse sentido.

"Vamos lutar e vamos defender o Estado Democrático de Direito", disse o presidente do PT na rede social. "Se eles acham que haverá estabilidade derrubando a Dilma, estão muito enganados. A estabilidade virá com o fim do impeachment (e) a possibilidade do Brasil voltar a crescer."

 

 

Vamos lutar e vamos defender o Estado Democrático de Direito. As manifestações mostram o seguinte: queremos a paz, mas n... Posted by Rui Falcão on Saturday, March 26, 2016

 

Ministro. Falcão defendeu a nomeação de Lula para a Casa Civil. "Lula é ficha limpa, portanto não há nenhuma razão para ele não ser ministro", disse.

Na quinta-feira, 24, a defesa de Lula protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um recurso no Supremo Tribunal Federal para reverter a liminar do ministro Gilmar Mendes que suspendeu a posse do petista na Casa Civil e determinou a remessa das investigações contra ele para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato no Paraná.

No recurso, a defesa do petista argumenta que as ações movidas pelo PPS e pelo PSDB não são adequadas para questionar a nomeação de Lula, que o ex-presidente possui todas as condições legais de assumir o ministério, e que “não é possível presumir desvio de finalidade na nomeação de Lula, muito menos mediante a distorção de conversas interceptadas de forma ilegal".

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