Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

PV declara apoio a Serra sem exigir vice

Contudo, tucano cogita escolher para sua vice o secretário municipal do Verde, Eduardo Jorge

Felipe Frazão, do estadão.com.br,

10 Maio 2012 | 23h50

SÃO PAULO - O PV formalizou nesta quinta-feira, 10, em ato na Câmara Municipal paulistana a aliança com a pré-candidatura do ex-governador José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo. As lideranças verdes afirmaram que a adesão não está condicionada a receber o posto de vice na chapa de Serra. Tampouco a cargos no governo, apesar de Serra cogitar escolher o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV), para a vice. E de o tucano ter dito na ocasião que conta com quadros do PV novamente na administração, caso seja eleito.

"Nosso impulso não foi esse (fortalecer a candidatura de Eduardo Jorge à vice). Nossa ideia era tornar pública que estamos dispostos a conduzir o governo Serra/Kassab de novo à Prefeitura. Não falamos de nenhum espaço (na equipe), mas no processo certamente falaremos. Se for vontade do Serra que a gente colabore de alguma maneira, analisaremos de forma coletiva", disse o presidente nacional do PV, José Luis Penna. "Até queremos (continuar na pasta de meio ambiente), mas não é para ser posto agora."

Os diretores verdes disseram que não farão qualquer negociata de cargos. Eduardo Jorge afirmou que não reivindica ser vice. E evitou revelar se pretende se desligar da Prefeitura no mês que vem, a tempo de se desincompatibilizar para a disputa. "A decisão que o Serra tomar pra gente não muda nada", disse Jorge.

A adesão do PV à pré-candidatura de Serra teve a articulação de Kassab, que esteve presente na cerimônia. O prefeito também quer indicar um vice do PSD.

Serra preferiu adiar para o fim de junho a escolha do vice. Segundo o tucano, ainda é cedo para analisar que pastas os verdes poderiam ocupar. "Isso dá confusão", disse Serra. "O apoio do PV para nós tem um significado não apenas político-eleitoral. Tem um significado ideológico, uma vez que há identidade de ideias quanto à importância da batalha do meio ambiente."

O presidente municipal do PV, Carlos Camacho, disse que o apoio a Serra é uma forma de evitar ameaças à democracia.

Desde a eleição de Serra à Prefeitura em 2004, o PV controla a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. O prefeito Gilberto Kassab (PSD), sucessor de Serra, deu ao PV a Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.

"Acho natural que a gente seja convidado a continuar no governo. É gratificante poder realizar no Executivo, você tem ações concretas. Não há nenhuma condicional no apoio, mas expectativa a gente tem", disse o ex-integrante do primeiro escalão de Kassab e pré-candidato a vereador Marcos Belizário. "Entendemos que o vice será escolhido no momento político correto. Talvez outros partidos que ainda não vieram tenham nomes melhores. Todos vão opinar."

Na corrida ao Legislativo, o PV caminhará com chapa pura de vereadores, sem coligação proporcional com os tucanos.

Minuta. O diretório municipal do PV entregou a Serra um documento intitulado "A Revolução Verde Para São Paulo" com 11 propostas do programa da legenda para a capital paulista. É importante incorporar sugestões de vários partidos ao futuro programa. São partidos diferentes que vão chegar a um programa comum. E o Serra é o fiador desse programa", disse Eduardo Jorge.

Serra prometeu investir em educação ambiental e pediu aos verdes que elaborem um plano para recuperação das florestas paulistanas.

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