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PT sinaliza candidatura própria em 11 Estados e aliança com PMDB em 7

Erich Decat - Agência Estado

20 Março 2014 | 18h 18

Intenção foi confirmada por dirigentes da sigla reunidos em Brasília para o encontro do Diretório Nacional

Brasília - Em encontro do Diretório Nacional do PT, integrantes da cúpula do partido confirmaram a intenção de terem candidatos próprios ao governo de 11 Estados na próxima eleição de outubro.

A reunião é realizada em Brasília e entre os temas discutidos está a composição das alianças regionais. De acordo com integrantes da legenda que deixaram o encontro nesta tarde, o partido deverá ter candidatos ao governo em SP, RJ, MG, RS, PR, PI, BA, DF, MS, AC e RR. Em Goiás, os petistas colocam como condição para não terem candidato próprio o lançamento do nome do ex-governador Iris Rezende (PMDB).

Em Santa Catarina, ainda não há uma definição do partido. A tendência, no entanto, é que o PT anuncie neste final de semana a candidatura ao governo do presidente do diretório estadual do partido, Claudio Vignatti.

Por outro lado, o PT tende a apoiar a candidatura do PMDB no AM, PA, SE, AL, PB, MT e TO. Ainda está indefinido um apoio aos peemedebistas em Rondônia e Maranhão. No caso dos maranhenses, o PT está dividido entre apoiar um nome indicado pelo clã Sarney ou se unir ao ex-deputado federal Flavio Dino (PcdoB).

Apesar de ter como adversário o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), na disputa presidencial, os petistas caminham para se unir com o PSB no Espírito Santo e Amapá, governados atualmente por Renato Casa Grande (PSB) e Camilo Capiberibe (PSB), respectivamente.

O PSD, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab deve contar com apoio do PT no Rio Grande do Norte. Em relação ao Ceará, a cúpula do PT sinaliza que vai fechar com o PROS, do atual governador, Cid Gomes, e não se aliará à candidatura do líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira.

No Ceará, a tendência é que a presidente Dilma Rousseff tenha um palanque duplo (PROS e PMDB) na campanha à sua reeleição à presidência da República. Nos bastidores, Eunício Oliveira articula uma aliança informal com o PSDB para não jogar a petista no palanque do candidato Cid Gomes. Um chapa com os tucanos agradaria o presidente nacional da PSDB, senador Aécio Neves (MG), que tenta emplacar nas próximas eleições o nome de Tasso Jereissati para o Senado.