Carlos Villalba Racines/EFE
Carlos Villalba Racines/EFE

PT se divide sobre apoio a tesoureiro investigado na Lava Jato

Corrente interna do partido decidiu se posicionar contra desagravo a João Vaccari Neto, que depôs à PF sobre desvios na Petrobrás

Ricardo Galhardo, Ricardo Dela Coleta e Marcelo Portela, O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2015 | 11h18

A Mensagem, uma das principais correntes internas do PT, decidiu na manhã desta sexta-feira que vai se posicionar contra qualquer tentativa de desagravo ao tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, apontado por testemunhas da Operação Lava Jato como um dos operadores do esquema de propinas da Petrobrás.

Desde quinta-feira o ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, tem defendido que o PT nomeie um advogado para estudar os autos da Lava Jato, averiguar se houve responsabilidade de filiados ao PT no esquema e, se comprovada participação, que a direção partidária afaste os envolvidos.

A corrente da qual fazem parte os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência) e Pepe Vargas (Relações Institucionais) se reuniu na manhã desta sexta-feira para definir o posicionamento na reunião do Diretório Nacional que antecede a comemoração pelos 35 anos do PT, em Belo Horizonte. A presidente Dilma Rousseff participa do ato festivo, a partir das 19h15.

Segundo relatos, em clima exaltado, alguns líderes da Mensagem ameaçaram abandonar a reunião do Diretório caso haja qualquer tipo de desagravo a Vaccari. A direção nacional do PT nega as acusações de desvios da Petrobrás para o partido e, junto com a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), saiu em defesa do tesoureiro na quinta-feira.

A reação da Mensagem fez com que integrantes da CNB começassem recuar da proposta de desagravo a Vaccari sob o argumento de que não surgiram fatos novos contra o tesoureiro nas últimas horas e, portanto, a iniciativa seria desnecessária.

LULA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é esperado na reunião do diretório petista. Caso a presença se confirme, será, segundo dirigentes, a primeira vez que Lula participa de um encontro da instância partidária desde que assumiu a presidência, em 2003.   

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