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PT indicará nomes para CPI 'o mais rápido possível', diz Gleisi

Daiene Cardoso - Agência Estado

24 Abril 2014 | 18h 04

Petistas afirmam que o partido deve levar nomes para a comissão até a próxima semana; em paralelo, trabalham pela criação de uma CPMI para apurar o caso Alstom em São Paulo

Brasília - Ex-ministra-chefe da Casa Civil e atualmente uma das principais vozes do Palácio do Planalto no Congresso, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse nesta tarde que o PT vai apresentar "o mais rápido possível" os nomes que integrarão a CPI da Petrobrás. Segundo a petista, a lista com os indicados da sigla deve ser anunciada na próxima semana.

"Vamos fazer de tudo e colaborar para que esta CPI tenha um bom desenvolvimento", disse a senadora.

Na noite desta quarta-feira, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, concedeu uma liminar que determina a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito com foco apenas em suspeitas sobre a Petrobrás.

A decisão motivou a base aliada a adotar uma nova estratégia e agora trabalha para a instalação de outra Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), esta para apurar as denúncias envolvendo o cartel de trens em São Paulo. A estratégia foi anunciada nesta quinta pelo líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). 

À tarde, Gleisi afirmou que a base aliada "fará um esforço" para manter em funcionamento no Congresso as duas comissões.

Na tribuna do plenário, o líder do PSDB na Casa, Aloysio Nunes Ferreira (SP), reagiu à iniciativa da base aliada. "Eu queria dizer aqui, em alto e bom som: nós não nos intimidamos com isso. Promovam as investigações que quiserem. Aliás, porque não as promoveram antes? Será por que têm receio dos negócios que a Alstom fez no setor elétrico do governo federal? Têm receio de investigarmos os cartéis que ocorreram nos empreendimentos da CBTU?", declarou.

O tucano ressaltou que a decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, de determinar a instalação da CPI exclusiva da Petrobrás permite que a oposição exerça sua função: a de fiscalizar o governo. "Quem comprou esse peixe podre, Pasadena, não foi a oposição. Foi gente do atual governo. Foi a presidente da República, que não pode se eximir das suas responsabilidades, como, aliás, lembrou-lhe, de uma forma contundente, o ex-Presidente Gabrielli, da Petrobrás", afirmou o líder em referência à entrevista de José Sérgio Gabrielli ao Estado.

Na ocasião, Gabrielli disse que Dilma "não pode fugir da responsabilidade" sobre a compra da refinaria de Pasadena (EUA). COLABOROU DÉBORA ÁLVARES

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