PT ganha tempo para tentar barrar ruralistas na CPI da MST

Partido deu sinais de que não deverá indicar deputados federais vinculados diretamente aos sem-terra

AE, Agência Estado

28 Outubro 2009 | 10h52

Na tentativa de adiar a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) criada para investigar eventuais ações irregulares do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a bancada petista na Câmara só pretende indicar os integrantes do colegiado na semana que vem. Com essa estratégia, o PT espera ganhar tempo para convencer os aliados a não escolher ruralistas radicais para integrar a CPMI. E, para não melindrar os demais partidos da base, o PT deu sinais de que não deverá indicar deputados vinculados diretamente aos sem-terra.

 

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Na última terça-feira, o deputado Dr. Rosinha (PT-PR), com fortes ligações com o MST e que vinha funcionando como uma espécie de porta-voz do partido, foi afastado das negociações em torno da CPMI. "Não sei o motivo de terem me tirado das negociações", afirmou Dr. Rosinha. Em seu lugar, o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), pôs os deputados Assis do Couto (PR) e Anselmo de Jesus (RO), ambos ligados à agricultura familiar, sem vinculações com os sem-terra.

 

Ficou marcada para a próxima terça-feira a reunião da bancada do PT na Câmara para definir os parlamentares petistas que vão integrar a CPMI do MST. "Agora no fim do ano vão embolar muitas questões aqui no Congresso, como a votação do Orçamento do ano que vem e o marco regulatório do pré-sal. O jeito é tentar adiar a instalação da CPI", argumentou Dr. Rosinha. Porém, ele reconheceu que dificilmente o PT sozinho conseguirá jogar para o ano que vem o início dos trabalhos da comissão. "Não temos força para isso." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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