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PT centraliza textos no Facebook após ataques a Campos

Com repercussão negativa de episódio, presidente da sigla, Rui Falcão, disse que a partir de agora tudo que o partido publicar nas redes sociais passará por seu crivo

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Ricardo Galhardo,
O Estado de S. Paulo

15 Janeiro 2014 | 20h07

Depois da repercussão negativa de um texto publicado na página do PT no Facebook com ataques ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o presidente nacional do partido, Rui Falcão, disse nesta quarta-feira que a partir de agora todos os textos que representarem a opinião do partido passarão necessariamente pelo seu crivo.

"Quando for o PT é o presidente. Ninguém está autorizado a falar pelo PT. Quem fala pelo PT sou eu que tenho mandato para isso", afirmou Falcão.

O petista não escondeu o descontentamento com o texto. "Antes não teve nenhum fato como este que vocês estão mencionando. Este foi o primeiro e espero que seja o último", completou.

Na semana passada o PT publicou em sua página no Facebook um texto no qual chamava Campos de "playboy" e "mimado". O responsável pelos perfis do partido nas redes sociais é o vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, que foi responsabilizado pela publicação do texto.

De acordo com Falcão, a partir de agora as possíveis críticas a adversários se limitarão à esfera política, sem ataques pessoais. "Não vamos fazer ataque aos candidatos. A minha orientação é que vamos trabalhar com fatos inquestionáveis. Se tivermos que criticar vai ser na esfera política sem ir para o lado pessoal", disse Falcão.

Seguindo ele, Cantalice continuará participando da administração das ações do PT nas redes sociais mas, a partir de agora, a tarefa será dividida com o secretário nacional de Comunicação, José Américo.

Cantalice minimizou as declarações do presidente. "Não muda muita coisa. Os textos com possibilidade de polêmica serão submetidos ao Rui", disse o vice.

Rio. Depois de se reunir com o presidente do diretório estadual do PT do Rio, Washington Quaquá, Falcão reafirmou nesta quinta-feira o apoio à candidatura do senador Lindbergh Farias (PMDB-RJ) ao governo do Rio, apesar das pressões do PMDB para que o PT integre a aliança do candidato apoiado pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), o vice-governador Luiz Fernando Pezão.

"Quero aproveitar para dizer que continua fora de questão qualquer hipótese de retirar a candidatura do Lindbergh", afirmou Falcão.

Quaquá chegou a São Paulo nesta quinta-feira à tarde com a expectativa de uma definição pelo desembarque imediato do governo Cabral mas, depois de ouvir a direção nacional, admitiu que o PT pode adiar mais uma vez, até março, a entrega dos cargos.

"Se for importante para manter um clima de paz nas negociações nacionais não vão ser 40 dias que vão fazer a gente ter problemas entre a direção nacional e a estadual", disse Quaquá.

A data do desembarque será definida sábado, em reunião do diretório estadual do PT do Rio, da qual Falcão vai participar. De acordo com o presidente do PT fluminense, o mais importante é a reafirmação de apoio da direção nacional à candidatura de Lindberg.

"Para o PT do Rio o fundamental é a reafirmação da candidatura do Lindberg, as outras questões são secundárias", disse Quaquá.

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