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PT aprova Lindbergh Farias como candidato a governador do Rio

Daniela Amorim - O Estado de S. Paulo

18 Janeiro 2014 | 14h 11

Direção regional do partido deixará governo de Cabral no fim de fevereiro

Rio - O diretório regional do Partido dos Trabalhadores aprovou oficialmente neste sábado, 18, o senador Lindbergh Farias (PT/RJ) como candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro. Com o lançamento da candidatura própria no Estado, a direção regional do partido determinou que deixará o governo Sérgio Cabral, do PMDB, em 28 de fevereiro.

"A resolução que foi votada é que a partir de 28 de fevereiro encerra a nossa participação no governo Cabral. A partir do 1º de março não haverá nenhum petista participando do governo Cabral", disse o presidente do Diretório Estadual do PT, Washington Quaquá. O PMDB local, contudo, insiste em ter o apoio do PT para a candidatura do vice-governador Luiz Fernando Pezão à sucessão. Na última segunda-feira, a cúpula peemedebista fluminense pediu ao vice-presidente Michel Temer que intervenha nacionalmente para que a seção local do PT fique na aliança. Setores do partido, que tem 15% dos delegados à convenção nacional do PMDB, ameaçam não apoiar a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição se os petistas não apoiarem Pezão.

A homologação da pré-candidatura de Lindbergh será feita em um encontro estadual, marcado para o dia 22 de fevereiro. No dia seguinte, o PT convocará um ato no Centro do Rio para o lançamento oficial da candidatura.

"No dia 23, vamos fazer a apresentação do nosso candidato para a militância do PT numa atividade que pretende reunir cerca de 10 mil pessoas no Centro do Rio de Janeiro, dando largada para a campanha", afirmou Quaquá. "Nós nunca fomos chamados, o PT, a discutir as grandes políticas do governo Cabral. Nós fizemos parte (do governo) por conta de uma aliança nacional, fizemos parte em setores do governo onde demos nossa contribuição. Nunca fomos chamados a discutir a política geral do governo", criticou.

O presidente do diretório regional estima que o PT participe do governo do PMDB no Estado com cerca de 600 a 700 cargos. Segundo o presidente nacional do partido, o deputado estadual Rui Falcão (PT/SP), que esteve presente à reunião no Rio, a saída do PT do governo no Estado não afeta em nada a aliança no âmbito nacional.

"Nós não estamos rompendo com o PMDB, nós estamos, como em outros Estados em que o PMDB tomou a iniciativa, apresentando uma candidatura própria. Como em São Paulo, como em outros lugares onde há candidato do PMDB e do PT", explicou Falcão.

O deputado não disse se já há definição de candidatos para outros locais onde o PT faz aliança com o PMDB, como o Maranhão. Segundo Falcão, a reunião que oficializará a candidatura de Lindbergh será a primeira entre os diretórios regionais. "Vamos (fazer reuniões) de final de fevereiro até abril", declarou.

Quanto à candidatura de Lindbergh no Rio, Falcão contou que é hora de definir as diretrizes do programa de governo e dialogar com os aliados e movimentos sociais e populares.

O senador Lindbergh Farias disse que o clima de embate com o ex-aliado PMDB dependerá da reação do partido. "Vamos tentar manter uma relação amistosa, mas vai depender muito do PMDB. O PMDB aqui do Rio reiteradas vezes age de forma truculenta", disparou.