PSOL vê fragilidade em vinte pontos da defesa de Renan

Partido é o autor do pedido de abertura de processo contra presidente do Senado

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h55

O líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ), enumerou 20 pontos do relatório da perícia feita nos documentos apresentados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que mostram, segundo o deputado, a fragilidade da defesa do senador. A perícia foi feita pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal e encaminhada ontem ao Conselho de Ética do Senado. O PSOL foi o autor do pedido de abertura de processo contra Renan Calheiros. "O senador do conselho que disser que nossa representação tem de ir para o arquivo estará contrariando o próprio laudo do peritos", afirmou Alencar. O deputado afirmou que a perícia foi pensada como saída para salvar Renan, mas que piorou a situação do senador. "Há certas situações na vida em que se pede uma bênção, mas se recebe um raio", disse Alencar. Os pontos citados pelo líder vão desde o tempo exíguo para a perícia até a inconsistência das notas fiscais apresentadas pelo senador que comprovariam a venda de gado. Alencar ressaltou uma parte do relatório em que os peritos afirmam que não foi possível analisar "se os compradores do gado apresentavam situação econômico-financeira compatível para a realização das transações à época". O deputado citou parte da perícia na qual mostra que as empresas compradoras de gado, a GF da Silva Costa e a Stop - Comercial de Carnes e Derivados Ltda, "não estavam habilitadas para procederem as transações comerciais" no período das notas apresentadas. Alencar citou que a perícia aponta falhas nas notas fiscais, como falta de cópias dos cheques que comprovariam as vendas, e outros em que há comprovantes de cheques, mas sem a nota fiscal correspondente à venda. Estratégia O PSOL já elaborou três propostas com objetivo de dar prosseguimento às investigações contra o presidente do Senado. A presidente do PSOL, Heloísa Helena, disse nesta quarta-feira, 20, que se o Conselho de Ética do Senado decidir pelo arquivamento do processo ou impedir o aprofundamento dos fatos novos, o partido entrará com nova representação. Além desta alternativa, as outras duas são um mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal e uma queixa-crime no Ministério Público.

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