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PSDB terá de 10 a 12 candidatos próprios nos Estados, diz Aécio

Beatriz Bulla - Agência Estado

15 Janeiro 2014 | 17h 48

Em entrevista à TV Estadão, o senador mineiro e provável candidato à presidência pelo PSDB criticou o governo Dilma e falou sobre alianças regionais

São Paulo - O senador mineiro e provável candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Aécio Neves, afirmou nesta quarta-feira, 15, que o partido deverá ter candidatos próprios em 10 a 12 Estados. "Talvez seja o partido que terá o maior número de candidaturas próprias nos Estados no pleito de 2014", disse em entrevista à TV Estadão, na qual comentou alianças regionais com o PSB e fez críticas à administração da presidente Dilma.

Segundo Aécio, as coligações nos outros Estados deverão se manter sempre no campo oposicionista. "É importante que as alianças locais sigam o sentimento de vencer a eleição nacional", disse. Para o senador tucano, a aliança com o PSB em muitos Estados brasileiros é natural. "Eu portanto estimularei sempre que possível a continuidade dessas alianças", afirmou.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país - onde integrantes do PSB e da Rede ainda discutem se apoiam a reeleição do governador ou lançam candidato próprio, Aécio lembrou que o PSB participa do governo de Geraldo Alckmin "desde o início". No início da semana, Aécio afirmou que quem mais perde com a candidatura própria é o PSB.

O tucano avaliou como natural a aliança regionais com o PSB do governador de Pernambuco e também provável candidato à Presidência, Eduardo Campos. Segundo ele, a candidatura de Campos é "muito bem-vinda na discussão política brasileira".

O senador também criticou o PT por tentar inibir outras candidaturas. "Quem buscou inibir candidaturas como a da própria Marina, inviabilizando a criação da Rede do ponto de vista congressual, ou criando dificuldades para a candidatura do governador Eduardo foi o PT. O PT quer ganhar quase por W.O. essa eleição", afirmou.

Vice só em maio. A discussão sobre o nome a concorrer à vice na candidatura presidencial tucana, de acordo com ele, é uma questão que deve ser debatida pelo partido a partir de maio. "Política é a arte de administrar o tempo", disse, ao ser questionado sobre a composição da chapa. "O que estamos definindo nesse instante, em primeiro lugar, é o discurso do PSDB."

Na entrevista à TV Estadão, Aécio deu uma prévia do que será o discurso oposicionista na campanha. O senador fez críticas à condução do País pelo PT, ao "aparelhamento da máquina pública" e à "má condução da economia" durante a gestão petista.

"Estou cada dia mais confiante de que o Brasil precisa encerrar esse ciclo de desgoverno do PT, que nos tem levado a crescer esse ano passado apenas mais do que a Venezuela na América do Sul, com a inflação já infelizmente saindo do controle", disse. "A visão de mundo não pode mais ser atrasada", completou.

O tucano disse ainda não avaliar que a presença da presidente Dilma Rousseff no segundo turno eleitoral seja garantida. "Estamos vendo hoje muitas conquistas em risco, inclusive o controle inflacionário", apontou ele, que citou a perda de credibilidade do País junto a agentes internacionais.

Herança maldita. O cenário do emprego no País, apresentado pelo governo como um ponto positivo devido às baixas taxas de desemprego, foi avaliado pelo provável adversário de Dilma como um problema. "O emprego industrial vem caindo", apontou Aécio, dizendo que este é o emprego de melhor qualidade.

Com as críticas, Aécio voltou a falar em "herança maldita" deixada pelo PT. Ele citou ainda a crise no sistema penitenciário no Maranhão e a omissão do governo federal na condução do problema da segurança.

Sobre o caso conhecido como mensalão mineiro, Aécio defendeu a "apuração de todas as denúncias" e disse que o PSDB não irá cometer o "equívoco do PT" de "transformar políticos presos em presos políticos".