PSDB pede investigação contra Dilma em voto separado na CPI da Petrobrás

O PSDB ainda pede instauração de inquéritos policial e civil, o aprofundamento da coleta de provas e o processamento de 54 políticos, entre os quais, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)

Daiene Cardoso e Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

21 Outubro 2015 | 17h22

Brasília - Escolhido pelo PSDB para apresentar o voto em separado da bancada na CPI da Petrobrás, o deputado Izalci (DF) questionou se o Palácio do Planalto tinha conhecimento do esquema de corrupção na Petrobrás, criticou a desconstrução da Operação Lava Jato e a tentativa do relator Luiz Sérgio (PT-RJ) de desacreditar o instituto da delação premiada. “O governo sabia do esquema de corrupção?”, indagou o deputado, para concluir em seguida que o esquema de corrupção atendeu aos interesses do governo. 

Em seu voto em separado, o PSDB pede a instauração de inquérito policial contra a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Edinho Silva e os ex-ministros José Dirceu, Antonio Palocci, Guido Mantega, Gilberto Carvalho e Ideli Salvatti. Todos eles, com exceção de Dilma, também são alvo de pedido do PSDB de instauração de inquérito civil. 

Os tucanos também solicitam que os autos sejam encaminhados à Mesa Diretora em forma de denúncia de crime de responsabilidade contra Dilma, o que pode ensejar futuramente um novo pedido de impeachment. A oposição também solicita que os autos sejam encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como provas nas ações investigatórias em torno da campanha presidencial de 2014.

O PSDB ainda pede instauração de inquéritos policial e civil, o aprofundamento da coleta de provas e o processamento de 54 políticos, entre os quais, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Os deputados do PSDB sugerem representação no Conselho de Ética da Câmara por conduta incompatível ou atentatória ao decoro parlamentar contra 20 deputados, entre os quais Cunha. Eles também pedem representação no Conselho de Ética do Senado contra 11 senadores, incluindo Renan Calheiros.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.