PSDB e DEM definem posição sobre caso Renan nesta quarta

Parlamentares estão dispostos a adiar a votação que arquiva processo contra ele

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h54

Os senadores do PSDB e do DEM se reúnem nesta quarta-feira para definir que posição vão adotar no Conselho de Ética na votação do relatório ao processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Os tucanos e democratas estão dispostos a adiar a votação do relatório que pede o arquivamento do processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), caso a perícia dos documentos, feita pela Polícia Federal, dê margens a mais dúvidas. "A perícia tem que ter papéis, fatos, história e depoimentos. Fora isso não dá para convencer ninguém", afirmou o líder do DEM, senador José Agripino (RN). O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), também espera que o relatório dos peritos possa dirimir as dúvidas. Do ponto de vista político, os oposicionistas admitem que não há clima para votar amanhã o relatório pelo arquivamento do processo, conforme deseja Renan Calheiros. Os senadores estão inseguros e argumentam, nos bastidores, que é melhor "deixar a poeira baixar" para buscar um entendimento. Já os aliados de Renan Calheiros só aceitam adiar a votação do relatório para arquivar o processo no Conselho de Ética se verificar risco de derrota. "Renan tem pressa de ganhar mas não tem pressa de perder", resumiu um dos senadores mais próximos do presidente do Senado. A exemplo dos oposicionistas, os senadores Augusto Botelho (PT-RR), Eduardo Suplicy (PT-SP) e Renato Casagrande (PSB-ES) resistem ao rito sumário e pedem o tempo necessário para avaliar a perícia da PF antes de qualquer decisão. Da base governista, Renan pode contar com os votos certos apenas dos quatro representantes do PMDB - Wellington Salgado (MG), Valter Pereira (MS), Gilvam Borges (AP) e Leomar Quintanilha (TO) - no Conselho de Ética.

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