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PSD nega fazer parte do 'Centrão'

Anunciado como parte do bloco criado na Câmara para pressionar Dilma, partido de Kassab diz que relações com governo precisam ser 'aperfeiçoadas', mas reafirma apoio sem contrapartidas

Brasília - O PSD foi sem nunca ter sido integrante do bloco dos descontentes com o Palácio do Planalto. Presidido pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, o PSD anunciou nesta sexta-feira, 21, que não acompanhará a pressão para emparedar o governo Dilma, apelidado de Centrão, embora o partido tenha aparecido como adepto da iniciativa.

Em nota de seis parágrafos, Kassab e o deputado Moreira Mendes, líder da legenda na Câmara, afirmaram que o PSD apoia a reeleição da presidente Dilma Rousseff sem exigir nada em troca. Foi, na prática, uma estocada na direção do PMDB.

"É importante ressaltar que o PSD anunciou o apoio à reeleição e a sua entrada na base parlamentar do governo federal sem condicioná-los a nenhuma contrapartida ou exigência, mas, sim, por entender que, nesse momento, a reeleição da presidente Dilma (...) é fundamental para o Brasil porque medidas estruturantes iniciadas em seu primeiro mandato precisam de mais tempo para serem concluídas", diz a nota.

Na mensagem, Kassab e Mendes também argumentam que o convite para o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), ocupar o Ministério da Micro e Pequena Empresa, ainda no ano passado, não alterou a posição da bancada do partido, "que se manteve independente".

Mesmo assim, o PSB faz coro com as queixas de outros deputados aliados ao observar, na nota, que as relações institucionais do Palácio do Planalto com a Câmara precisam ser "melhoradas e aperfeiçoadas". Kassab é pré-candidato do PSD à sucessão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Nessa briga, além de Alckmin, ele terá como adversários Alexandre Padilha (PT) e Paulo Skaf (PMDB), em mais um racha da base aliada do governo Dilma.