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PSB-Rede deve anunciar apoio à candidatura de Miro Teixeira no Rio

Luciana Nunes Leal - O Estado de S. Paulo

10 Março 2014 | 20h 50

Ex-ministro de Lula e atualmente filiado ao PROS, da base aliada de Dilma Rousseff, será a aposta da aliança de Campos e Marina para disputar o governo do Estado

O PSB do pré-candidato à Presidência da República Eduardo Campos vai anunciar no sábado, 15, o apoio ao deputado Miro Teixeira (PROS) ao governo do Rio. Embora o recém-criado partido seja aliado da presidente Dilma Rousseff, Miro tem sinal verde da legenda para abrir o palanque do Rio à chapa Campos-Marina Silva.

Ex-pedetista, Miro é um dos parlamentares mais próximos de Marina e trabalhou intensamente na criação da Rede Sustentabilidade, que teve o registro negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No sábado, o deputado participará, no Rio, ao lado de Campos e Marina, da reunião organizada pelo PSB e pela Rede para discutir o programa nacional de governo. Nesse evento, conforme informou governador pernambucano em São Paulo, será anunciado o apoio.

A futura coligação PROS-PSB no Rio buscará espaço no eleitorado insatisfeito com o governador Sérgio Cabral (PMDB), mas que não mostrou, até agora, interesse nas candidaturas do petista Lindbergh Farias e do ex-governador Anthony Garotinho (PR). Também pretende explorar a boa votação de Marina nas eleições presidenciais de 2010, quando a então candidata do PV teve 32% dos votos e ficou em segundo lugar no Estado, à frente do tucano José Serra.

Apesar de Campos ter confirmado o apoio em público, os dirigentes do PSB fluminense e o próprio pré-candidato ao governo do Rio evitaram dar a aliança como fechada. "Há um indicativo nacional de apoio a Miro Teixeira, uma tendência forte, inclusive pelo fato de ele ter colaborado muito na formação da Rede", disse o vice-presidente do PSB-RJ, deputado Glauber Braga. No mês passado, o deputado Alfredo Sirkis lançou a pré-candidatura a governador pelo PSB, mas deixou aberta a possibilidade da aliança com Miro.

Deputado no décimo mandato e ministro das Comunicações no governo Lula, Miro também foi cauteloso. "Qualquer atropelo pode gerar desentendimento e, em uma campanha, desentendimento só com os adversários", disse o deputado.