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Eleições 2014

PSB quer empenho de Renata na eleição

ISADORA PERON, ENVIADA ESPECIAL - O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2014 | 02h 05

Partido garante à Renata papel importante na candidatura de Marina; ela será a primeira pessoa consultada sobre futuro da sigla

Lágrimas. Renata Campos se emocionou ao ouvir músicas religiosas cantadas por coral
Lágrimas. Renata Campos se emocionou ao ouvir músicas religiosas cantadas por coral

RECIFE - Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos (PSB), vai desempenhar um papel importante na campanha da ex-ministra Marina Silva à Presidência. Figura constante ao lado do marido, seu nome vem sendo cogitado até mesmo para ocupar a vice na nova chapa do PSB. Em nota enviada ontem, o partido afirmou que ela será a primeira pessoa a ser consultada para discutir o futuro da legenda na disputa presidencial.

A viúva ainda não falou sobre o assunto, mas já sinalizou disposição de levar adiante o legado do marido, que deixou o governo de Pernambuco em abril deste ano para disputar a Presidência. Ela própria convocou uma reunião para hoje, para reiterar o apoio integral ao nome escolhido por Campos para representá-lo na sucessão estadual, o do ex-secretário Paulo Câmara.

'Marina e Renata'. Irmão de Campos, o advogado e escritor Antônio Campos, avalia que, neste momento, a viúva deve optar por dar prioridade à criação dos cinco filhos, embora reconheça que ela seja "um importante quadro político".

Ontem, um dos refrões entoados pela multidão durante o enterro de Campos - que morreu na quarta-feira passada na queda do jato Cessna em Santos, no litoral paulista - fazia referência a essa possibilidade: "É tudo ou nada. Marina e Renata", gritavam os populares.

O favorito para o posto de vice de Marina, porém, é o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque, candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul.

Sonho. Mesmo que Renata não seja a vice da chapa, aliados acreditam que ela vai se engajar intensamente na campanha porque vencer esta eleição presidencial era o grande sonho do marido, pai de seus cinco filhos.

Depois do trágico acidente que tirou a vida de Campos, Renata tem dito a amigos que gostaria de ver Marina como cabeça de chapa.

Desde que a vice desembarcou no Recife, ela passou a maior parte do tempo ao lado da viúva (mais informações abaixo). Renata fez questão de tê-la por perto nos momentos mais importantes, como no trajeto feito com o caixão em cima de um carro de Bombeiros até o cemitério.

De perfil discreto, "dona Renata", como é chamada, costumava participar ativamente das decisões políticas de Eduardo Campos e do PSB. A opinião dela, afirmam correligionários, sempre teve peso nas escolhas do marido.

Com 45 anos de idade, ela nunca disputou um cargo público, mas é filiada ao PSB desde 1991. Formada em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ela é auditora concursada do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, mas passou os últimos anos afastada do cargo enquanto o marido governou Pernambuco (2007-2014).

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