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Eleições 2014

PSB oficializa candidatura de Campos e Marina

JOÃO DOMINGOS, DAIENE CARDOSO, FÁBIO BRANDT E ISADORA PERON, ENVIADA ESPECIAL - Agência Estado

28 Junho 2014 | 11h 33

Formalização foi feita em convenção do partido; candidatos fizeram críticas ao governo de Dilma

O PSB acaba de formalizar a candidatura de Eduardo Campos e Silva à presidência da República. Durante a convenção que oficializou a aliança sobraram críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff.

Ao entrar no auditório da convenção, Campos foi recebido pela militância jovem do PSB com gritos contrários à reeleição da presidente Dilma Rousseff. "Ei, Dilma, sai pra entrar Dudu", diziam os militantes. "A Dilma no governo o povo não quer mais, xô satanás, xô satanás", emendavam. "Ô Dilma, pode esperar, a sua hora vai chegar", cantavam outros.

Ed Ferreira/Estadão
Candidatura oficializada

Um vídeo sobre a trajetória política de Campos e Marina e da construção da aliança foi apresentado. A aliança destacou que os dois enfrentaram a máquina dos adversários e foram bem sucedidos na eleição de 2010, ela na ocasião candidata à Presidência da República e ele governador reeleito de Pernambuco.

Os partidos aliados também fizeram discurso no evento. Laércio Benko, do PHS, disse que "o prazo de validade" de Dilma no governo está acabando. "Quando o prazo de validade vence, o cheiro começa a ficar ruim", declarou. Já Ovasco Resende, do PRP, afirmou que pela primeira vez a sigla está disputando uma eleição presidencial "de verdade", que não são membros "de uma coligação de faz de conta".

Sérgio Torres, do PPL, disse que terão de derrotar o que existe de pior no PT e no PSDB. Segundo ele, a política econômica dá tudo para bancos e não deixa espaço para o crescimento do País. "Não adianta tentar esconder esse retumbante fracasso", concluiu.

O presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire, disse que o País acompanha um processo de degradação política, com uma "salada de partidos" se juntando e dando péssimos exemplos de fisiologismo. "São 39 ministérios se ajustando para tempo de televisão", discursou, ressaltando que é preciso firmar aliança distinta deste processo.

Para Freire, a economia vive um momento "medíocre" e que prevaleceu nos últimos anos um populismo fácil "despreocupado com as futuras gerações". Ele destacou o risco de perda de conquistas nos últimos anos no País "O Brasil experimentou eleger poste e deu no que deu. A fatura veio e veio muito pesada"

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