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PSB anuncia apoio e CPI da Petrobrás deve ter assinaturas suficientes no Senado

Ricardo Brito e Daiene Cardoso - Agência Estado

26 Março 2014 | 20h 04

Senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) afirmou que bancada do partido será favorável à criação da comissão; Alvaro Dias, do PSDB, também disse ter assinaturas para protocolar pedido no Senado

Brasília - O líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg (DF), anunciou nesta quarta-feira, 26, que a bancada do partido na Casa vai apoiar a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás. Com esse apoio, já haveria assinaturas suficientes para criar a CPI. No momento, foram recolhidas 25 assinaturas, mas o total deve subir para 27 com os apoios dos socialistas Antonio Carlos Valadares (SE) e João Capiberibe (AP). Esse é o número mínimo necessário para instalar a investigação no Senado.

Nesta noite, o vice-líder do PSDB na Casa, Alvaro Dias (PR), disse que vai protocolar ainda nesta quarta um pedido concomitante de CPI no Senado com 29 nomes. Eles receberam apoios desde terça de integrantes da base aliada: Clésio Andrade (PMDB-MG), Eduardo Amorim (PSC-SE) e Sérgio Petecão (PSD-AC).

A proposta de se fazer uma CPI sobre a estatal ganhou força depois que o Estado revelou, na semana passada, que a presidente Dilma Rousseff (PT), quando presidia o Conselho de Administração da Petrobrás, votou a favor da compra de parte da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), com base em um resumo juridicamente "falho". Dois anos atrás, a estatal concluiu a compra da refinaria e pagou ao todo US$ 1,18 bilhão por Pasadena, que, sete anos antes, havia sido negociada por US$ 42,5 milhões à ex-sócia belga.

Conforme revelou o Estado, o PSB, do pré-candidato à Presidência e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, firmou um acordo com o senador Aécio Neves (MG), pré-candidato do PSDB, para propor uma investigação parlamentar sobre os negócios da estatal.

Ao defender a posição do partido, o líder do PSB disse que é preciso "jogar luz" e buscar a "transparência total" em todos os processos que envolvem a estatal. Para o socialista, as audiências públicas do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e da presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, apenas em abril, revelam que o governo não quer explicar logo o assunto. "Não há da parte do governo pressa em esclarecer esses episódios", criticou.

A estratégia da oposição é apresentar um pedido de CPI no Senado e ao mesmo tempo continuar a colheita de assinaturas para realizar uma CPI mista (composta por deputados e senadores). Na Câmara, até o momento, conseguiram 143 assinaturas, sendo que o mínimo na Casa é de 171 nomes. Se conseguirem o apoio na Câmara, vão retirar o requerimento para se fazer uma investigação exclusiva no Senado, e farão uma conjunta das duas Casas Legislativas.

Após apresentado o requerimento da CPI do Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), terá de lê-lo em plenário. Aqueles que assinaram terão até a meia noite do dia da leitura para eventualmente retirar os apoios.