Protógenes nega interesse em 'imunidade parlamentar'

O delegado afastado Protógenes Queiroz, que atuou na Operação Satiagraha, disse hoje, em Ribeirão Preto, que a sua entrada na vida política não é uma atitude, como muitos fazem, de buscar uma vaga "para ficar sob o manto da imunidade parlamentar".

BRÁS HENRIQUE, Agencia Estado

15 Outubro 2009 | 18h27

Segundo ele, que é investigado internamente pela própria Polícia Federal (PF), essa imunidade significa "impunidade parlamentar". "A política brasileira está tomada por maioria de pessoas desonestas, que se apoderaram da administração pública para as suas finalidades", disse o delegado.

A definição do cargo ao qual irá concorrer em 2010 pelo PCdoB, partido ao qual se filiou em setembro, só será conhecida três meses antes do prazo da formalização de sua candidatura. "Até lá, o Brasil vai ficar acordado, muita gente vai ficar intranquila sem saber qual o cargo ou mandato que eu vou concorrer, não sei se de deputado, senador, governador ou presidente da República, mas vai ser o que o povo determinar e o que as pesquisas sinalizarem", comentou.

Protógenes fez uma palestra acompanhada por cerca de 100 pessoas no salão nobre da Câmara, discursando sobre Ética na Política. Protógenes está percorrendo cidades do interior paulista e até de outros estados para, como diz, "prestar contas" à população, pois é um servidor público.

Apesar de afastado por tempo indeterminado de suas funções na PF, respondendo a processo administrativo, Protógenes acredita que a primeira fase da Operação Satiagraha teve um bom resultado, com a condenação do banqueiro Daniel Dantas a dez anos de prisão, multa de R$ 12 milhões e quase US$ 3 bilhões recuperados.

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