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André Dusek|Estadão

Manifestação cerca Planalto e Congresso

Polícia fez uso da força para dispersar grupos em confronto e evitar invasão de prédios

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André Borges, Daniel Carvalho, Daiene Cardoso, Igor Gadelha e Júlia Lindner,
O Estado de S.Paulo

16 Março 2016 | 18h32

A nomeação de Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil levou cerca de 5 mil manifestantes à Praça dos Três Poderes. Diante do Palácio do Planalto, o grupo chegou a pedir a prisão do ex-presidente. No final da noite, a aglomeração se deslocou para o gramado do Congresso Nacional.

O protesto improvisado contou com uma breve participação de deputados de oposição. Aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) foi expulso da manifestação sob gritos de “ladrão”. “Não é com esse tipo de comportamento, atingindo a nós que somos a favor do impeachment, que vai se resolver alguma coisa”, reclamou o deputado. 

O momento mais tenso na frente do Palácio do Planalto ocorreu quando os manifestantes enfrentaram um pequeno grupo pró-PT. O confronto foi debelado com a intervenção de policiais, que agiram com truculência. O trânsito no local foi bloqueado.

Reunião. Sem opção de seguir para a entrada do Palácio da Alvorada, que estava isolado pela segurança, assim como o Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente Michel Temer, os manifestantes foram para o Congresso. No Alvorada, a presidente Dilma Rousseff estava reunida com ministros e parlamentares.

Em frente ao Congresso, os manifestantes invadiram o espelho d’água, penduraram o boneco do ex-presidente, o Pixuleco, no mastro onde normalmente fica a bandeira nacional e gritaram palavras de ordem contra Lula e Dilma. Vários portavam faixas e cartazes que pediam o impeachment.

A Polícia Militar do Distrito Federal foi chamada para reforçar a segurança e usou bombas e spray de pimenta para dispersar o grupo. Assustados, deputados e servidores foram orientados a deixar o prédio por saídas laterais.

O protesto no gramado foi marcado por momentos de tumulto e correria. Um policial e um manifestante ficaram feridos. / ANDRÉ BORGES, DANIEL CARVALHO, DAIENE CARDOSO, IGOR GADELHA e JÚLIA LINDNER

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