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Procuradoria pede investigação contra secretário do Rio por agressão à ex-mulher

- Atualizado: 12 Fevereiro 2016 | 20h 07

Ministério Público encaminhou ao STF pedido de abertura de inquérito sobre Pedro Paulo Carvalho por lesão corporal; ele é pré-candidato à prefeitura do Rio, com apoio ao atual prefeito Eduardo Paes (PMDB)

BRASÍLIA - A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de abertura de inquérito para investigar o secretário executivo da prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Carvalho, por lesão corporal. Ele é deputado federal licenciado pelo PMDB e é suspeito de agredir a ex-mulher Alexandra Marcondes. O secretário é pré-candidato à prefeitura do Rio, com apoio ao atual prefeito Eduardo Paes (PMDB) à sucessão na disputa municipal que ocorre neste ano.

Duas ocorrências foram registradas por agressão a Alexandra, em 2008 e 2010. Os registros de agressão apontam que Pedro Paulo Carvalho deu socos no rosto e corpo da ex-mulher. Há também relatos de ofensas verbais a Alexandra, com xingamentos de "vagabunda" e "piranha", entre outros.

O secretário de Coordenação do Governo da prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Carvalho
O secretário de Coordenação do Governo da prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Carvalho

Por ser deputado licenciado, o caso foi encaminhado pelo Ministério Público do Estado do Rio para a PGR. São documentos sobre a agressão em 2010 praticada contra Alexandra no apartamento do casal no Rio. Na ocasião, ela chegou a quebrar um dente e os dois fizeram exame de corpo de delito. Laudo do Instituto Médico Legal aponta que ela ficou com hematomas. Desde então, Carvalho e Alexandra estão separados.

Desde a vinda à tona das notícias sobre a agressão, a ex-mulher participou de um encontro com a imprensa minimizou o caso. Os dois já assumiram as agressões. Em uma das coletivas a jornalistas, o secretário questionou: "Quem não tem uma briga, um descontrole, quem não exagera numa discussão? A gente às vezes exagera, fala coisas que não deve. Quem não tem essas discussões e perde o controle? A gente perde o controle e tem discussões".

A peça com o teor das suspeitas da PGR ainda não foi tornada pública pelo Supremo. O caso foi distribuído ao gabinete do ministro Luiz Fux, que será o relator do inquérito na Corte. Após a abertura da investigação, Ministério Público e Polícia Federal podem realizar diligências para apurar mais informações sobre o caso e, então, oferecer uma denúncia contra o secretário.

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