Procuradoria diz que presidente do TCE do Rio recebia propina de 1% do valor das obras

Operação Descontrole investiga Jonas Lopes de Carvalho e seu filho por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Rafael Moraes Moura e Breno Pires, O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2016 | 12h53

BRASÍLIA – A Procuradoria-Geral da República (PGR) divulgou nesta terça-feira, 13, detalhes sobre a Operação Descontrole, que investiga indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pedido da PGR, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou o cumprimento de três mandados de condução coercitiva, envolvendo o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Jonas Lopes de Carvalho, seu filho, Jonas Lopes de Carvalho Neto, e o operador Jorge Luiz Mendes.

Além disso, foram expedidos dez mandados de busca e apreensão – nove no Rio de Janeiro e um em Minas Gerais.

“O presidente do TCE/RJ e seu filho foram citados em acordo de colaboração premiada por executivos da construtora Carioca Engenharia, como tendo solicitado vantagem indevida para aprovação de obras. Jorge Luiz Mendes Pereira da Silva foi citado também em acordo de colaboração por executivos da Construtora Andrade Gutierrez como sendo a pessoa responsável por receber valores em espécie, na ordem de 1% do valor das obras, a mando de conselheiros do Tribunal ainda não identificados”, comunicou a PGR.

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