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Mensalao

Prisão de João Paulo Cunha é injusta, diz PT-SP

O Estado de S. Paulo

07 Janeiro 2014 | 14h 04

Prisão de deptuado foi decretada nesta segunda-feira pelo Supremo Tribunal Federal

SÃO PAULO -  O diretório do PT paulista publicou na qual classificou a prisão do deputado João Paulo Cunha, determinada nesta segunda-feira, 6, como "injusta".

A prisão do parlamentar foi determinada nesta segunda após o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, ter rejeitado recursos apresentados pelo deputado. João Paulo terá de cumprir pena de 6 anos e 4 meses pelos crimes de corrupção e peculato. A condenação a três anos de reclusão pelo crime de lavagem de dinheiro ainda não transitou em julgado.

"Com a mesma indignação que recebemos a notícia da prisão injusta de três de nossos companheiros em 15 de novembro, recebemos hoje a notícia da igualmente injusta decretação da prisão do Deputado João Paulo Cunha", traz a nota assinada pelo presidente do diretório estadual do PT-SP, Emídio de Souza.

Ainda segundo o texto, o julgamento do mensalão foi "espetaculoso e midiático" e "ignorou princípios do direito".

"Pessoas foram execradas publicamente no julgamento do mensalão. A transmissão ao vivo causou a ira da população e contaminou a decisão do STF", escreveu o petista.

Leia a íntegra da nota:

Com a mesma indignação que recebemos a notícia da prisão injusta de três de nossos companheiros em 15 de novembro, recebemos hoje a notícia da igualmente injusta decretação da prisão do Deputado João Paulo Cunha.

Trata-se do ato final de um processo viciado e de um julgamento espetaculoso e midiático que ignorou princípios basilares do direito, como o duplo grau de jurisdição e a ampla defesa, bem como deixou de avaliar as provas apresentadas pelas defesas.

O PT continuará a denunciar o caráter político do julgamento da Ação Penal 470 e a execução das penas em desacordo com os termos da condenação. Estamos certos de que nenhum dos companheiros presos se apropriou de recursos públicos nem se enriqueceu ilicitamente e que a inocência de todos eles será um dia reconhecida, ainda que tardiamente.

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