DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Presidente reclama de ‘variantes golpistas’

Dilma afirma que confia na força da democracia brasileira para prevenir ‘métodos para encurtar a chegada ao governo’; Mercadante critica oposição

O Estado de S. Paulo

07 Outubro 2015 | 21h33

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 7, em entrevista a rádios da Bahia, que “a democracia brasileira é forte o suficiente para prevenir que variantes golpistas tenham espaço no cenário político”.

Dilma falou pela manhã às rádios Metrópole e Barreiras, na região oeste do Estado, onde cumpriu agenda na tarde de ontem, em cerimônia de entrega de casas do programa Minha Casa Minha Vida. 

A presidente voltou a tratar de ações que podem levar à abreviação de seu mandato um dia depois da decisão inédita do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de abrir uma ação – movida pelo PSDB – que pede a cassação do mandato presidencial por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2014 e antes de o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitar por unanimidade as contas do governo de 2014, o que pode abrir caminho para um processo de impeachment no Congresso. 

Na avaliação de Dilma, é impossível achar que se faz um serviço à democracia, “tentando métodos para encurtar a chegada ao governo”. 

Em Brasília, Dilma disse que é preciso ter “a capacidade de aceitar a derrota, quando ela chega, porque existem vencedores e perdedores”. E emendou: “É o chamado fair play, que também a atividade esportiva ensina a cada um de nós.”

Dilma falava ao lado do vice-presidente Michel Temer e na presença de pelo menos quatro dos sete ministros do PMDB, em discurso na cerimônia no Ano Olímpico do Turismo Brasileiro. 

‘Terceiro turno’. Ao deixar a Casa Civil, pela manhã, o ministro Aloizio Mercadante criticou também o que chamou de “golpismo” da oposição. No discurso de transmissão do cargo de titular da Casa Civil para Jaques Wagner ele acusou a oposição de “acenar desavergonhadamente com o golpe e um terceiro turno”. 

“Não prolongar 2014 e não antecipar 2018 já seria o suficiente para que o Brasil supere logo essa fase e retome um novo ciclo de crescimento”, disse. / ELIZABETH LOPES, TÂNIA MONTEIRO, ISADORA PERON, VERA ROSA e LORENNA RODRIGUES

Mais conteúdo sobre:
Dilma Rousseff TSE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.