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Presidente licenciado da Fiesp, Skaf prevê maior gasto na eleição ao governo paulista

RICARDO CHAPOLA, VALMAR HUPSEL FILHO E PEDRO VENCESLAU - O Estado de S.Paulo

05 Julho 2014 | 02h 06

Peemedebista aponta teto de despesas de R$ 95 milhões, valor 53% superior ao estimado 4 anos atrás, quando disputou cargo pelo PSB

O candidato do PMDB ao governo paulista, Paulo Skaf, prevê gastar até R$ 95 milhões na campanha que começa oficialmente amanhã. Trata-se de uma quantia 53% maior do que os R$ 62 milhões, em valores corrigidos, que ele estimou desembolsar em 2010, quando disputou o Palácio dos Bandeirantes pela primeira vez. É também o maior teto de gastos entre os atuais postulantes ao governo de São Paulo. O candidato petista, Alexandre Padilha, prevê teto de R$ 92 milhões. Já o governador tucano Geraldo Alckmin apontou um limite de R$ 90 milhões. 

Estadão
Geraldo Alckmin (PSDB) tentará reeleição gastando R$ 90 milhões enquanto que Paulo Skaf (PMDB) prevê gasto de R$ 95 milhões e Alexandre Padilha (PT) deve gastar R$ 92 milhões

A diferença de expectativa do peemedebista em relação aos gastos de agora e de quatro anos atrás se explica em boa parte pela perspectiva de poder. Antes, o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) era um azarão. Integrava um partido médio, o PSB, e poucos apostavam numa eventual vitória sua contra Alckmin e o petista Aloizio Mercadante.

Agora o cenário é outro. Seu tempo de TV pulou de 1 minuto e 44 segundos em 2010 para 5 minutos e 37 segundos neste ano. É o maior tempo entre os candidatos ao Palácio dos Bandeirantes, consequência do partido ao qual o empresário está filiado e de acordos como o fechado com o PP de Paulo Maluf, partido que já estava acertado com o petista Alexandre Padilha. O peemedebista tem ainda a simpatia da presidente Dilma Rousseff, que pedirá votos para Padilha, mas não esconde que seu principal interesse é a derrota dos tucanos no Estado.

Quando disputou pelo PSB quatro anos atrás, Skaf terminou a campanha em quarto lugar, com pouco mais de 1 milhão de votos (4,56%). Neste ano, Skaf figura em segundo lugar nas pesquisas, com 21%, atrás apenas de Alckmin, que tem 44%, segundo o Datafolha. Padilha, ainda de acordo com o levantamento, tem 3%.

O teto de gastos tem de ser entregue à Justiça Eleitoral antes do início oficial da campanha. Ele pode ser alterado no decorrer da disputa e nem sempre é alcançado. Skaf, em 2010, desembolsou apenas R$ 23 milhões dos R$ 62 milhões de teto que previu.

As informações deste ano foram passadas por assessores. O registro do teto previsto, a prévia do plano de governo e a declaração de bens têm de ser entregues até hoje ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Patrimônio. Skaf não informou ontem o valor do patrimônio que irá declarar à Justiça. Padilha afirmou ter R$ 530,5 mil. Alckmin disse que detém R$ 1,06 milhão. Em 2010, Skaf detinha um patrimônio de R$ 10,8 milhões. Declarou, na época, ter R$ 20 mil em dinheiro vivo, quatro casas, um terreno no interior do Estado e ainda um cavalo de raça.

Todos os candidatos que vão disputar as eleições de outubro têm de entregar os documentos até hoje à Justiça Eleitoral. Entre os postulantes à Presidência, Dilma Rousseff, candidata à reeleição, e o senador tucano Aécio Neves deixaram para a última hora. Prometem entregar a documentação hoje à tarde.

O candidato José Maria Eymael, do nanico PSDC, deve ser, mais uma vez, confirmado como o mais rico entre os presidenciáveis. Ele informou ter um patrimônio de R$ 5,1 milhões. / COLABOROU JOSÉ MARIA TOMAZELA

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