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Daniel Teixeira/Estadão

Presidente do Instituto Lula diz que suspensão de depoimento foi 'acertada'

Para Paulo Okamotto, promotor fez prejulgamento do ex-presidente Lula e foi parcial; petista e a mulher dele, Marisa, seriam ouvidos pelo Ministério Público nesta quarta

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Ana Fernandes e Ricardo Galhardo,
O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2016 | 11h58

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse que foi "acertada" a decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) de suspender o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua mulher, Marisa Letícia, marcado para esta quarta-feira, 17. "O promotor fez um prejulgamento, estava sendo parcial. Isso não é como deve ser feita a Justiça no Brasil", afirmou ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. "O Ministério Público é uma instituição séria. Tem que apurar e esclarecer a verdade".

Okamotto se referiu ao fato de que, em entrevista à revista Veja, o promotor de Justiça Cassio Roberto Conserino afirmou que denunciaria Lula e sua esposa por ocultação de propriedade, antes de se pronunciar oficialmente no processo. O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para investigar suposta propriedade de familiares do petista de um tríplex no Guarujá, no litoral paulista.

Okamotto negou que o pedido para suspender o depoimento, feito pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP) e aceito pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), possa ser interpretado como uma negativa de Lula a dar esclarecimentos sobre o caso. "Você só explica para quem quer ouvir a explicação, não para quem quer prejulgar ou já tem uma verdade preestabelecida", afirmou.

O presidente do Instituto Lula também comentou a reportagem publicada nesta quarta-feira pela Folha de S. Paulo, que diz que o ex-sindicalista José Zunga Alves de Lima teria articulado, dentro da Oi, a instalação de uma antena de telefonia celular perto do sítio em Atibaia frequentado pela família de Lula. "O presidente Lula nem tem telefone celular. Ali perto tem outras propriedades e condomínios", disse Okamotto. 

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