Presidente do Conselho assume relatoria do caso Renan

Sibá Machado ocupa função de Cafeteira, que se afastou por motivos de saúde

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h51

O presidente do Conselho de Ética do Senado, senador Sibá Machado (PT-AC), informou nesta segunda-feira, 18, que decidiu assumir temporariamente o senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) na função de relator do processo contra o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de falta de decoro. A pressa em anunciar o novo relator se deve ao fato do depoimento do lobista Claúdio Gontijo, da Mendes Júnior, estar marcado para esta segunda-feira. O depoimento de Gontijo é um dos mais esperados pelo Conselho, já que a representação contra Renan Calheiros, de iniciativa do Psol, está relacionada à suspeita de que dinheiro do lobista teria sido usado para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha. Sibá também confirmou, nesta segunda, depoimento do advogado da jornalista, Pedro Calmon. Depois de receber de Cafeteira a informação de que não continuaria na função de relator, Sibá Machado conversou, em seu gabinete, com os senadores Leomar Quintanilha (PMDB-TO) e Walter Pereira (PMDB-MS). Embora os dois tenham, a princípio, recusado a função, um deles estava previsto para para substituir Cafeteira, mas Sibá decidiu ocupar ele mesmo a função. De acordo com a assessoria do presidente do Conselho, o novo relator estará regimentalmente impedido de alterar o voto de Cafeteira, favorável ao arquivamento da representação contra Renan. Cafeteira afirmou diversas vezes que não mudará seu parecer recomendando o arquivamento do caso em hipótese nenhuma. Ele ameaçou entregar o cargo à líder do PT, Ideli Salvatti (SC), para não ficar "desmoralizado", quando o Conselho decidiu adiar a votação na sexta-feira, 15, rejeitando o apelo que Renan lhe fez por telefone, sob a alegação de que obedecia ao Regimento da Casa. O Conselho de Ética adiou a votação do processo e deve fazê-lo na terça-feira, após a perícia da Polícia Federal nas cópias de notas fiscais, recibos e guias de transporte de animais entregues por Renan para provar que o dinheiro usado para quitar despesas pessoais não era da Mendes Júnior.

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