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Dida Sampaio/Estadão

Presidente da Câmara diz não haver espaço para impeachment

Para Eduardo Cunha (PMDB-RJ) 'Não dá para você, no início do mandato, querer ter esse tipo de tratamento neste processo'

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Daniel Carvalho,
O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2015 | 13h48

Brasília - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse não "ver espaço" para a discussão de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Líderes da oposição têm defendido a saída da petista com base nos escândalos de corrupção envolvendo a Petrobrás, que ainda não tem nenhuma prova do envolvimento de Dilma. Manifestações marcadas pela internet estão previstas para ocorrer no dia 15 de março.

"Não vejo espaço para isso [pedido de impeachment da presidente]. Não concordo com esse tipo de discussão e não terá meu apoiamento", afirmou o parlamentar, tido como desafeto do Palácio do Planalto. "Existe uma diferença muito grande entre você ter qualquer tipo de divergência ou forma como atuar com independência. Mas o governo que aí está legitimamente eleito. Não dá para você, no início do mandato, querer ter esse tipo de tratamento neste processo", afirmou.

A fala de Cunha ocorre após o líder do PMDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), afirmar no começo da semana que o assunto não poderia ser considerado 'golpismo'.  Na ocasião o parlamentar tucano chegou a discutir com o petista Lindbergh Farias (RJ). 

Cunha autorizou a criação de uma CPI na Câmara para investigar o esquema de corrupção na Petrobrás. Após o recesso de Carnaval, o presidente da Casa disse que instalará a comissão e indicará nomes para compô-la, caso os partidos não façam isso. "Quem não tiver indicado, eu vou indicar. Isso será uma prática normal aqui, a gente conceder os prazos e os partidos que não indicarem, nós vamos substituir, indicar e, depois, eles substituem, se assim entenderem", explicou o presidente.

Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), candidato derrotado na disputa pela liderança do PMDB na Câmara, ocupará o "principal posto" da CPI, segundo Cunha. O presidente, no entanto, não sinalizou se o deputado baiano ficará com a presidência ou a relatoria da comissão.

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