Presença de Pizzolato em avião gera protestos de passageiros

Ex-diretor do Banco do Brasil, condenado no processo do mensalão, retorna nesta quinta ao Brasil depois de passar 25 meses foragido na Itália

Janaina Cesar e Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

22 Outubro 2015 | 14h22

MILÃO - A presença de Henrique Pizzolato no voo da TAM da noite desta quinta-feira, 22,gera protestos entre parte dos passageiros. O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil será extraditado nesta quinta ao País. Pizzolato foi condenado no processo do mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão e fugiu do Brasil em setembro de 2013. 

Uma comitiva de 40 gaúchos que esta retornando das férias, disse que sabia que o brasileiro embarcaria e que programou uma salva de palmas e uma vaia ao brasileiro. Para Jaqueline Meneghetti, 52, assistente social, integrante da comitiva, "ele deve ser levado para a prisão para pagar pelos crimes que cometeu. Essa prisão representa o que deve acontecer com quem rouba", diz. Já Henrique, 30, afirmou que "o Brasil deveria mandar a conta para ele de tudo o que gastou para trazê-lo de volta".

Um dos passageiros da comitiva, um senhor de cabelos brancos, que vestia uma camisa vermelha, começou a insultar com palavras ofensivas tanto Pizzolato quanto Lula e Dilma. Dizia que a culpa da desgraça econômica do Rio Grande do Sul é deles. Ao ser questionado que o atual governo não é do PT, ele desconversou e disse que o governador José Ivo Sartori (PMDB) assumiu um estado quebrado e que é "bonzinho".

A Polícia Federal agiu preventivamente ao montar um esquema reforçado de segurança para levar o brasileiro de volta ao país. Vieram três delegados e uma enfermeira buscar Pizzolato. Eles chegaram em Milão no início desta semana. Segundo fontes da PF, de praxe são enviados dois agentes, mas dessa vez a segurança foi reforçada. Por questões de segurança, Pizzolato foi colocado no fundo do avião com os agentes e a enfermeira. Se o tumulto realmente acontecer, será difícil acalmar os ânimos dos passageiros. Segundo a TAM, os 183 lugares da classe econômica estão ocupados, estando livres somente alguns postos da classe executiva. 

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